Grávidas no volante: cuidados

Muitas pessoas, inclusive as mamães de primeira viagem, acham que o fato de estarem gestantes impede que saiam de casa e realizem determinadas atividades…

Por Editorial MDT em 06/12/2012

Muitas pessoas, inclusive as mamães de primeira viagem, acham que o fato de estarem gestantes impede que saiam de casa e realizem determinadas atividades cotidianas, como dirigir. É claro que, no caso de gestações de risco, esses cuidados são essenciais para a saúde do bebê, mas a gravidez com boa evolução não deve ser encarada como um problema.

A gravidez não contraindica dirigir, desde que alguns cuidados importantes sejam tomados. (Foto: divulgação)

Entretanto, antes de pegar o carro e sair por aí, é preciso seguir algumas recomendações que visam aumentar a segurança, tanto da mulher quanto do bebê e previnem complicações como hemorragias, lesões e consequências mais graves. Conheça os cuidados que as grávidas devem ter ao volante.

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Gestação e o Código de Trânsito Brasileiro

Não existe nenhuma restrição que proíba gestantes de dirigir, mas é preciso que a mulher entenda que existem riscos, especialmente no primeiro trimestre, quando as náuseas e tonturas são mais frequentes. Também é importante evitar freadas bruscas, que podem resultar em hemorragia, parto prematuro e até ruptura do útero.

O Código de Trânsito Brasileiro vigente até 1997 proibia que grávidas dirigissem a partir do quinto mês gestacional. Esse cuidado extra era justificado porque, além do feto estar naturalmente mais agitado na barriga e poder tirar a atenção da mãe, os reflexos maternos se encontravam lentificados, o que aumentava os riscos de acidentes.

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Até 1997, mulheres com mais de 5 meses de gravidez não podiam dirigir. (Foto: divulgação)

Atualmente, a legislação não faz nenhuma restrição, mas os médicos avisam que apesar de, teoricamente, as grávidas sem nenhum tipo de intercorrência gestacional poderem dirigir até o final da gravidez, após o sétimo mês aumentam os riscos de assumir o volante, uma vez que, o tamanho aumentado da barriga, a posição do cinto de segurança e o inchaço das penas podem atrapalhar. O indicado é que, a partir desse período, os cuidados sejam aumentados.

Risco-benefício de assumir o volante

Ao entrar no nono mês de gestação é recomendado que a grávida reavalie sua necessidade em cumprir tarefas que exijam tempo atrás do volante, como pegar os outros filhos na escola e fazer compras sozinha. Durante esse período os riscos são altíssimos e qualquer cuidado é pouco.

Quem não deve dirigir

Assumir o volante não é recomendado para mulheres com gestação gemelar, ou em que o fundo uterino se encontre muito acima do esperado para idade gestacional (comprimindo órgãos como coração, pulmões e estômago), pressão alta, edema importante em membros inferiores (por dificultar a movimentação dos pedais), com qualquer tipo de sangramento ou bolsa d’água rota e que fazem uso de remédios para enjoo (que causam sonolência).

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Não é recomendado que mulheres grávidas de gêmeos dirijam. (Foto: divulgação)

A gravidez é uma condição bastante especial, em que a gestante não é impedida de dirigir. Entretanto, em momentos específicos é necessário pensar no risco-benefício desse tipo de atividade, lembrando sempre de tomar os devidos cuidados para proteger a saúde materna e a do bebê.

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