Autismo infantil: o que é, como tratar

O autismo é um transtorno neuropsiquiátrico cercado de mitos, pois apesar de ser um assunto comentado com frequência nos meios de comunicação, é possível…

Por Editorial MDT em 27/01/2013

O autismo é um transtorno neuropsiquiátrico cercado de mitos, pois apesar de ser um assunto comentado com frequência nos meios de comunicação, é possível perceber a carência de uma explicação mais clara sobre o tema, para a maior parte da população. Esclareça várias dúvidas e entenda o que é o autismo e como tratar.

O autismo é uma doença cercada de mito e verdades. (Foto: divulgação)

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Entendendo o autismo

Essa doença é mais frequente em indivíduos do sexo masculino, onde apresenta incidência 4 vezes maior que nas meninas. Os estudos indicam que 5 em cada 10 mil pessoas apresenta o quadro de autismo clássico. Entretanto, essa síndrome abrange um espectro muito amplo de manifestações, conhecidas como Transtornos Globais do Desenvolvimento, que se forem consideradas, aumentam a incidência do problema para 1 em cada 700 a 1000 indivíduos.

As primeiras manifestações da doença costumam aparecer nos três primeiros anos de vida. O quadro clínico pode ser bastante variável, pois a severidade do autismo costuma ser diferente de uma pessoa para outra. Em situações mais graves pode haver completa ausência da fala, comportamento extremamente repetitivo, não usual, autodestrutivo e agressivo, enquanto que a manifestação mais leve, denominada Síndrome de Asperger, pode ser imperceptível e até mesmo confundida como timidez e falta de atenção.

Saiba o que é a Síndrome de Asperger.

Quadro clínico do autismo

As crianças autistas costumam apresentar vários traços bastante característicos, que ajudam a detectar o problema:

  • Interação social

É uma das áreas mais afetadas. Alguns pacientes desenvolvem um significativo isolamento social, enquanto outras se tornam passivas à interação, apresentando interesse escasso e passageiro para com terceiros. Todos os portadores de autismo possuem limitada capacidade de empatia, mas são capazes de demonstrar afeto cada qual à sua maneira.

Um dos sintomas mais comuns é o isolamento social. (Foto: divulgação)

  • Comunicação verbal e não verbal

Os casos mais graves podem não desenvolver nenhum tipo de linguagem, enquanto outros são capazes de demonstrar aparente fluidez. Costumam repetir palavras ou frases, inverter pronomes e inventar palavras. Possuem dificuldade em entender as expressões faciais e gestuais, evitam o contato visual e são incapazes de concluir uma conversa.

  • Atividade imaginativa

Na maioria das vezes a capacidade imaginativa desses pacientes é bastante limitada, o que acaba dificultando sua habilidade de perceber as emoções e intenções de outras pessoas. Mais raramente é possível que a atividade imaginativa seja exacerbada.

  • Comportamento

Esses pacientes costumam ter uma conduta ritualística e repetitiva, com facilidade em se apegar a objetos inusuais e com grande resistência às mudanças em seu ambiente.

Tratamento

A causa exata desse transtorno neuropsiquiátrico é desconhecida e não existe nenhum tipo de tratamento eficaz em curar a doença. Ainda assim é possível melhorar consideravelmente a qualidade de vida do paciente, dependendo de seu nível de autismo, através de medidas como matricular o paciente numa escola de educação especial para complementar seu desenvolvimento cognitivo, além da dedicação permanente e individualizada por parte da família e da escola.

Conheça alguns fatores que podem contribuir para o surgimento do autismo.

Os pais possuem papel decisivo no tratamento para o autismo. (Foto: divulgação)

O autismo faz parte de um grupo de doenças denominado Transtornos Globais do Desenvolvimento, que abrange um grande espectro de manifestações clínicas que compartilham o déficit na interação social e linguagem de seus portadores. Esse problema ainda não tem cura, mas possui tratamento que ajuda no desenvolvimento cognitivo e proporciona melhor qualidade de vida.

Veja alguns cuidados e dicas para cuidar de crianças com autismo.

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