A camisinha estourou: o que fazer

A ocasião de intimidade entre o casal pode se tornar num momento de verdadeira confusão e pânico quando situações inesperadas acontecem, como no caso…

A ocasião de intimidade entre o casal pode se tornar num momento de verdadeira confusão e pânico quando situações inesperadas acontecem, como no caso em que a camisinha estoura e uma gestação é algo que não faz parte dos planos dos namorados. Nesse momento, o importante é não perder a calma e seguir algumas dicas que ajudam a contornar a situação. Saiba o que fazer quando a camisinha estoura.

Conheça os diferentes tipos de camisinha e saiba como escolher.

A pílula do dia seguinte deve ser usada apenas em casos de emergência. (Foto: divulgação)

A pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte é o medicamento ideal para evitar uma gravidez indesejada em situações específicas, como quando uma camisinha estoura. O remédio nada mais é do que uma super carga de hormônios sintéticos, como progesterona e estrógeno, que ajuda a retardar a ovulação, evitando a fecundação ou ainda impede a fixação do óvulo já fecundado na cavidade uterina.

Como usar a pílula do dia seguinte

O medicamento é composto por duas pílulas e sua eficácia é garantida apenas no caso da mulher fazer uso do primeiro comprimido em até 72 horas após a relação sexual. A segunda cápsula deve ser ingerida após 12 horas da primeira.

É importante ressaltar que, quanto maior a demora em utilizar a medicação, menor será sua eficácia. Se a mulher utiliza a primeira pílula nas primeiras 24 horas, o risco de engravidar é de apenas 5%. Se o medicamento é utilizado depois de 48 horas, as chances aumentam para 15% e, no caso de quem espera mais que 72 horas, esse risco sobe para 40%.

Confira os erros mais comuns ao usar camisinha.

Quando a camisinha estoura é importante não entrar em pânico. (Foto: divulgação)

Onde encontrar a pílula do dia seguinte

É possível comprar a cartela com os comprimidos em qualquer farmácia, sem a necessidade de receita médica. Vale lembrar que esse tipo de intervenção não previne contra as doenças sexualmente transmissíveis, e, por isso, seu uso é restrito às emergências.

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Saiba quais são os sintomas mais comuns de DST.

É de extrema importância que as mulheres tenham consciência que esse medicamento não deve ser utilizado rotineiramente e muito menos em substituição de anticoncepcionais, porque a alta dose de hormônios pode ser extremamente prejudicial à saúde, além de desregular o ciclo menstrual, o que resulta em perda da eficácia do medicamento.

Como os comprimidos funcionam

As pílulas lançam hormônios sintéticos na corrente sanguínea, inibindo a liberação natural de hormônio folículo estimulante, conhecido como FSH. Esse hormônio seria o responsável por estimular a maturação e liberação do óvulo, além de instigar movimentos na trompa, para que o óvulo seja empurrado em direção ao útero. Na ausência de FSH, não ocorre maturação do óvulo (que não é liberado) e a trompa não se movimenta como deveria.

Relembre a maneira correta de usar a camisinha.

A pílula não previne contra DST. (Foto: divulgação)

Os comprimidos ainda atuam na mucosa de revestimento uterino, chamado de endométrio, provocando uma descamação desse tecido e impedindo o óvulo fecundado de se implantar na parede do útero. Como tecnicamente a gravidez ocorre somente após a fixação do óvulo fecundado na cavidade uterina, a pílula do dia seguinte não é abortiva e sim preventiva.

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