Internet pode diminuir a inteligência, diz estudo

De acordo com a pesquisadora britânica Susan Greenfield, a internet pode diminuir a inteligência das pessoas. Ela afirma que as redes sociais estão deixando…

Por Isabella Moretti em 22/09/2012

De acordo com a pesquisadora britânica Susan Greenfield, a internet pode diminuir a inteligência das pessoas. Ela afirma que as redes sociais estão deixando as pessoas menos interessadas em aumentar a bagagem de conhecimentos e desfrutar da sensação de empatia.

O uso da internet pode diminuir a capacidade de pensar. (Foto:Divulgação)

A postura polêmica de Susan já lhe rendeu muitos desafetos, afinal, a internet é uma evolução que mudou o mundo e várias pessoas acreditam no seu potencial sob o intelecto, inclusive membros da comunidade científica.

Susan Greenfield é professora na Universidade de Oxford (Reino Unido), mas atualmente está de passagem pelo Brasil para participar de um ciclo de palestras em São Paulo. Para explicar o seu ponto de vista sobre a internet, a pesquisadora participou de uma entrevista para o jornal Folha de S. Paulo.

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O impacto das novas tecnologias sobre o cérebro humano

O interesse de Susan Greenfield pelo assunto começou em 2009, quando participou de um debate sobre os efeitos nocivos da internet sob as crianças. Como neurocientista, ela propôs uma discussão sobre a reação do cérebro das crianças de hoje em dia, que vivem a mercê da internet.

Neurocientista acredita que a internet está comprometendo o entendimento e a sabedoria. (Foto:Divulgação)

Segundo o pensamento de Susan Greenfield, o avanço tecnológico pode afetar a habilidade de pensar das próximas gerações. Sua postura crítica sobre o assunto não se baseia em uma questão de valor, mas sim de dados científicos.

As pesquisas já comprovaram que o videogame e as redes sociais causam efeitos bioquímicos no cérebro, semelhantes ao das drogas. Outro trabalho que foi elaborado no ano passado mostrou anormalidades estruturais. Já os testes que avaliaram a capacidade cognitiva, mostraram maior dificuldade de compreensão verbal e declínio da empatia, ou seja, da aptidão de se identificar.

Embora a população tenha apresentado um aumento no QI, a pesquisadora acredita que isto não contribui com o entendimento e a sabedoria. As pessoas que usufruem das novas tecnologias melhoram a memória de curto prazo e adquirem agilidade mental, mas este efeito não é suficiente para que os homens construam conhecimento.

Efeitos nocivos da internet

Nicholas Carr também acredita que a internet está afetando o cérebro do homem. (Foto:Divulgação)

Susan Greenfield é alvo de muitas críticas, mas não é a única pessoa que critica os efeitos da internet. Nicholas Carr, um dos palestrantes mais valorizados do mundo dos negócios, também acredita que a internet empobrece a cultura e prejudica a capacidade de raciocínio. Embora a web esteja proporcionando ao usuário a chance de realizar múltiplas funções simultâneas, ela está limitando a capacidade de concentração e o potencial para se pensar com mais profundidade.

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