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Consumo de álcool aumenta risco de câncer

Ao metabolizar a bebida alcoólica, o organismo gera um composto cancerígeno que pode se desenvolver e resultar em tumores.
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Uma pesquisa realizada pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, revelou que o consumo de álcool aumenta o risco de câncer, sobretudo o de esôfago. A descoberta dos cientistas norte-americanos é muito importante, afinal, é a primeira vez que se encontra uma evidência para associar o abuso de bebidas alcoólicas ao risco de tumores malignos. Os resultados do estudo foram divulgados recentemente no 244º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química.

Álcool em excesso aumenta as chances de câncer. (Foto:Divulgação)

Metabolismo da bebida gera substância cancerígena

Segundo Silvia Balbo, autora da pesquisa, o corpo humano metaboliza a cerveja, o vinho e outras bebidas destiladas, quebrando as moléculas e executando transformações. A partir deste metabolismo forma-se a “acetaldeído” uma substância muito parecida com um composto cancerígeno. Ao metabolizar, o organismo também reage com “formaldeído”, elemento que está diretamente ligado à formação de tumores no cérebro, nariz, sangue e pulmões.

Para comprovar que o álcool aumenta as chances do indivíduo desenvolver câncer, os autores do trabalho realizaram experimentos de laboratório com os voluntários, ou seja, observaram como o acetaldeído pode danificar o DNA e contribuir com o aparecimento de um tumor maligno.

Saiba mais: Consumo de álcool eleva o risco de câncer de mama

Deficiência de desidrogenas aumenta chances de câncer

A comprovação da hipótese veio depois que os pesquisadores avaliaram 10 participantes, que consumiram doses crescentes de vodka durante três semanas. Descobriu-se que, horas após a ingestão, os níveis de alterações no DNA eram agressivos, sobretudo nas células da boca e do sangue.

Asiáticos não possuem a enzima de proteção natural. (Foto:Divulgação)

Embora o álcool seja capaz de elevar o risco de câncer por causa das alterações celulares, o corpo humano possui mecanismos de defesa contra isso. A proteção natural é uma enzima que recebe o nome de “desidrogenase” e demonstra a capacidade de converter o acetaldeído em acetato, uma substância inofensiva para o organismo.

O estudo também constatou que não são todas as pessoas que possuem proteção natural contra a substância responsável por causar tumores malignos. Os humanos de origem asiática não possuem a enzima, por isso eles estão mais propensos a desenvolver danos no DNA e, consequentemente, o câncer. A deficiência de desidrogenase afeta até 30% dos asiáticos.

Os pesquisadores da Universidade de Minnesota argumentaram ainda que beber socialmente não é uma ameaça para a vida dos indivíduos, ou seja, eles não são ameaçados pelo câncer quando consomem álcool moderadamente. Entretanto, qualquer exagero deve ser contido.

O metabolismo da bebida produz substâncias cancerígenas. (Foto:Divulgação)

Além de elevar o risco de câncer, o excesso de álcool também interfere na vida humana de outras maneiras. O hábito de beber com frequência causa cirrose hepática, triglicérides alto, pancreatite, úlcera, insuficiência cardíaca e arritmia cardíaca. Os riscos de acidentes de trânsito também se tornam relativamente maiores.

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