Síndrome da alienação parental: saiba o que é

Muitas vezes acabamos encontrando alguns termos que parecem realmente difíceis de entender, e buscamos o significado até mesmo para compreender situações que acabamos vivendo.…

Por Editorial em 21/05/2012

A síndrome da alienação parental nasceu da teoria de Gardner e trata de um distúrbio psicológico infantil extremamente comum em processos de divórcio e disputa de guarda

Muitas vezes acabamos encontrando alguns termos que parecem realmente difíceis de entender, e buscamos o significado até mesmo para compreender situações que acabamos vivendo. Entre as muitas expressões que nos confundem, uma tem estado bastante em evidência é a Síndrome da Alienação Parental (SAP), mas o que seria esta síndrome?

O termo é muito comum principalmente entre psicólogos e estudantes de psicologia, e surgiu através do grande psicólogo e estudioso Richard A. Gardner em 1980. O termo ganhou destaque, principalmente quando se trata da psicologia voltada para o judiciário. Trata-se de um transtorno psicológico infantil que é visto principalmente em disputas judiciais de guarda.

O que é a síndrome de alienação parental?

O pai ou mãe ganha a figura de alienador ao passar a incutir na cabeça do filho a visão de que o outro não o ama ou não é bom o bastante.

Basicamente, a síndrome da alienação parental pode ser definida como um distúrbio psicológico onde a criança passa a insultar e denegrir a imagem de um dos pais sem qualquer razão.

Este distúrbio pode ocorrer durante a infância até mesmo sem influências externas, porém é muito mais comum em casos de divórcio onde um dos pais passa a manchar a imagem do outro diante da criança, e, acaba convencendo o filho de que o ex-marido ou ex-mulher realmente é alguém perigoso ou insensível. Trata-se de tentar programar o filho para que passe a odiar um dos pais.

No caso de separações com disputa judicial de guarda, não é raro encontrar em um dos pais uma figura alienadora. Essa influência negativa costuma causar prejuízo ao desenvolvimento infantil, por esse motivo foi estabelecida uma lei que tenta impedir que haja a alienação por parte dos pais, como todas as leis que tratam de crianças no País o objetivo é proteger a criança psicologicamente assim como seu desenvolvimento emocional e afetivo.

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O fator alienador

O comportamento alienador é motivo para um pedido de revisão de guarda.

O chamado fator alienador seria o comportamento de um dos pais, ao falar mal, incutir medo na mente da criança ou até mesmo impedir que o outro possa ver o filho. Embora muitos pais achem que poderão agir desta maneira, a lei protege tanto aos pais quanto aos filhos.

Quando um dos pais é considerado uma figura de alienação parental, o outro poderá até mesmo entrar com processo de guarda, pedindo avaliação psicológica. A guarda da criança pode ser perdida por meio deste comportamento, mas isto não é o mais preocupante, mas sim o efeito que a alienação parental pode causar na criança.

Em disputas de guarda, muitas vezes os pais acabam brigando por seus filhos como se eles fossem uma coisa ou propriedade, esquecendo que se trata de um ser humano e não de um objeto para ser repartido com a separação dos bens. Diante de tal situação vale a pena para estes pais perguntarem a si mesmos se é certo expor os próprios filhos a este tipo de problemas apenas por mágoa ou raiva do ex-cônjuge e a resposta a essa pergunta sempre será não.

O comportamento de alienação porém não é apenas uma exclusividade dos divórcios ou dos pais, podendo ser praticado também por avós em caso do falecimento de um dos pais. Neste caso os avós passam a insultar e denegrir o pai que permanece vivo com o objetivo de afastar emocionalmente a criança dele.

Em ambos os casos a pessoa mais prejudicada será a criança, sempre.

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