Sexting entre jovens está associado a comportamento sexual de risco

O sexting, uma nova onda entre os adolescentes, está sendo considerado um comportamento perigoso pelos especialistas. O envio de mensagens SMS com teor sexual…

O sexting, uma nova onda entre os adolescentes, está sendo considerado um comportamento perigoso pelos especialistas. O envio de mensagens SMS com teor sexual pode desencadear um conjunto de atitudes que levam ao sexo perigoso no ‘mundo real’, ou seja, sem proteção. Só nos Estados Unidos, quase 30% dos adolescentes já praticaram alguma vez o sexting.

O sexting é uma prática comum entre os adolescentes, mas que aumenta as chances de sexo desprotegido. (Foto:Divulgação)

Sexting incentiva sexo desprotegido

Uma pesquisa, realizada por Eric Rice e sua equipe, revelou que o sexting entre jovens está associado ao comportamento sexual de risco. Depois de avaliar o comportamento de 1.800 alunos do colegial da cidade de Los Angeles, os pesquisadores descobriram que a prática sexting incentiva as relações sexuais desprotegidas. Os resultados completos do estudo foram publicados na revista Pediatrics.

Dos estudantes que participaram da pesquisa e tinham celulares, 15% afirmaram já terem feito sexting. Já 54% dos entrevistados relataram conhecer alguém que adere a prática do sexo via SMS. Entre aqueles que praticam a troca de mensagens com teor sexual, as chances do sexo sem camisinha são muito maiores, em comparação com os jovens que não são adeptos ao sexting.

Dos adolescentes entrevistados, 15% afirmaram já terem feito sexting e 54% conhecem alguém que adere a prática. (Foto:Divulgação)

Além de avaliar a quantidade de praticantes de sexting, o estudo também procurou classificar estes adolescentes. Desta forma, a pesquisa revelou que afro-americanos, lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros são os grupos mais propensos de fazer sexo desprotegido.

De acordo com os autores da pesquisa, os médicos deveriam aderir à tecnologia do SMS para conversar com os pacientes sobre uma vida sexual segura. Esta estratégia poderia minimizar o número de adolescentes grávidas e também conscientizar sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Leia Também:  Usando: Poá

Saiba mais: Ingestão de álcool induz sexo sem proteção, diz pesquisa

Saiba mais sobre o sexting

A palavra sexting resulta da união de duas palavras em inglês: sex (sexo) e texting (envio de mensagens). A prática é bastante comum entre os adolescentes de 12 a 17 anos e pode ser realizada não só pelo celular, mas também por email, comunicadores instantâneos e salas de bate-papo.

Cuidado: o sexting é um canal para pedófilos e aliciadores. (Foto:Divulgação)

O sexting já se transformou em um fenômeno nos Estados Unidos, afinal, os jovens vivem trocando mensagens eróticas para apimentar a relação. Além de mensagem de texto com teor sexual, também é comum o envio de fotos com poses insinuantes, que mostram os corpos nus ou seminus.

Além de induzir a um comportamento sexual perigoso, o sexting também é um espaço que favorece crimes de abuso, como é o caso da pedofilia. Para Tales de Oliveira, do Departamento de Execução da Infância e Juventude de São Paulo, o sexting é uma oportunidade para o aliciador ou pedófilo ganhar intimidade com a sua vítima.

Veja também: Adolescência precoce – Saiba como agir

Top