Ritalina não promove melhora cognitiva em pessoas saudáveis

A Ritalina é um medicamento usado ilegalmente com o objetivo de amenizar os sintomas dos distúrbios de atenção, como o TDAH. No entanto, muitas…

Por Isabella Moretti em 19/12/2012

A Ritalina é um medicamento usado ilegalmente com o objetivo de amenizar os sintomas dos distúrbios de atenção, como o TDAH. No entanto, muitas pessoas consomem o remédio para turbinar o desempenho do cérebro nos estudos ou no trabalho, aproveitando assim os efeitos da substância estimulante.

Pesquisa comprovou que a Ritalina não resulta em benefícios para pessoas saudáveis. (Foto:Divulgação)

Embora a Ritalina seja indicada para o tratamento de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, ela não é a melhor opção para os estudantes que desejam melhorar as habilidades cognitivas. Um estudo recente comprovou que o medicamento não beneficia as pessoas saudáveis.

Ritalina não é a pílula da inteligência, diz estudo

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revelou que a Ritalina não promove melhora cognitiva em pessoas saudáveis. De acordo com Silmara Batistela, autora do estudo, o remédio não favorece nem a atenção, nem a memória e nem a disposição para as funções executivas em jovens que não são portadores de transtorno.

Para chegar à conclusão de que a Ritalina não é uma substância para doping mental, os especialistas selecionaram 36 pessoas saudáveis, com idade entre 18 e 30 anos. Estes participantes foram divididos em quatro grupos: o primeiro passou a ingerir doses de placebo, já os outros três ingeriram uma dose única de 10 mg, 20 mg ou 40 mg de Ritalina.

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A pesquisa mostrou que o consumo de Ritalina por pessoas saudáveis não altera as funções cognitivas. (Foto:Divulgação)

Depois de consumir a medicação, cada participante foi submetido a uma série de testes, que avaliou algumas das principais funções cognitivas, como atenção, memória operacional e de longo prazo.

Após analisar e comparar os resultados, os autores da pesquisa não identificaram grandes diferenças no desempenho cognitivo dos participantes, o que significa que a medicação não contribui com a inteligência, como tanto se diz por aí. Os especialistas apenas identificaram que o grupo que consumiu a maior dose de Ritalina (40 mg) apresentou uma sensação de bem-estar.

O mito da Ritalina e o seu perigo

Conhecida como a pílula da inteligência ou droga dos concurseiros, a Ritalina é um medicamento que ganhou fama entre os jovens que precisam de mais concentração para estudar. Muitos admitem que o remédio tarja preta ajuda a virar a noite em cima dos livros, sem dormir ou perder a atenção.

O consumo inadequado de Ritalina pode causar problemas cardíacos. (Foto:Divulgação)

Segundo os especialistas, o consumo inadequado de Ritalina oferece riscos para a saúde. A medicação, quando ingerida por pessoas saudáveis, aumenta as chances de problemas cardíacos, insônia, variações bruscas de humor, dor de cabeça, depressão e perda de apetite.

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