Primeiro Teste de HIV caseiro é aprovado nos Estados Unidos

Foi aprovado ontem (3), nos Estados Unidos, o primeiro teste caseiro de HIV. O aparelho passou por avaliações da agência Food and Drug Administration,…

O kit OraQuick, que começará ser vendido em outubro. (Foto: Divulgação)

Foi aprovado ontem (3), nos Estados Unidos, o primeiro teste caseiro de HIV. O aparelho passou por avaliações da agência Food and Drug Administration, responsável por controlar os remédios e alimentos no país. O novo método para diagnosticar o vírus da AIDS ganhou o nome de OraQuick e avalia a saliva do indivíduo para verificar se há ou não contaminação.

O teste de HIV caseiro promete trazer facilidade para a vida das pessoas, afinal, ele não necessita de prescrição médica e pode ser realizado pelo próprio paciente. O lançamento do OraQuick está previsto para outubro, podendo assim ser encontrado a venda em grandes lojas de varejo ou farmácias online.

Para os profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, o OraQuick custará R$ 35. Já os demais consumidores terão que desembolsar cerca de R$ 120 para adquirir o teste caseiro de HIV. Caso o usuário tenha dúvidas sobre o método, ele pode entrar em contato com a central de atendimento gratuito para obter informações.

Os Estados Unidos aprovou o OraQuick como um meio de prevenir novas infecções do vírus causador da AIDS. De acordo com pesquisas, há aproximadamente 1,2 milhão de soropositivos no país, sendo que 240 mil pessoas não sabem que são portadoras do HIV.

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Como funciona o OraQuick?

O teste caseiro de HIV avalia a saliva para descobrir se a pessoa é soropositivo ou não.

Para diagnosticar ou não a presença dos anticorpos do vírus HIV, o indivíduo deve coletar amostras da sua saliva, limpando a mucosa da boca com uma haste bucal. Em seguida, ele deve colocar o material coletado no frasco do OraQuick para que a análise seja realizada. Em média, o teste demora de 20 a 40 minutos para gerar o resultado.

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Precisão do teste caseiro de HIV

Apesar de ter aprovado o teste caseiro, a Food and Drug Administration alerta que o método não é totalmente seguro, ou seja, sua eficácia é de 92%. Estima-se que o OraQuick pode falhar em uma pessoa a cada 12. Entretanto, os resultados são normalmente mais seguros em pacientes que não tem HIV, obtendo 99% de acerto.

O OraQuick pode gerar resultados equivocados, alegando a existência de vírus em pacientes que não estão infectados e ignorando a existência do HIV em outros. Como existe a possibilidades de falhas, é importante realizar o exame de sangue para obter informações mais seguras. De acordo com a agência norte-americana que aprovou o teste, o OraQuick é uma alternativa para as pessoas que não podem fazer o exame tradicional.

O OraQuick deve ser uma alternativa para quem não pode realizar o tradicional teste de sangue.

Alguns médicos consideram perigoso o fato do paciente fazer o teste de HIV em casa, justamente pela imprecisão dos resultados e a falta de estrutura de apoio. Para ser comercializado no Brasil, o kit OraQuick terá que receber a aprovação da Anvisa.

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