Exame de HIV positivo: o que fazer?

Os avanços no entendimento do mecanismo de infecção do HIV trouxeram diversos benefícios, dentre os quais se destaca a disponibilidade de esquemas medicamentosos potentes…

Saiba o que fazer quando o exame de HIV é positivo.

Os avanços no entendimento do mecanismo de infecção do HIV trouxeram diversos benefícios, dentre os quais se destaca a disponibilidade de esquemas medicamentosos potentes no combate e controle da multiplicação viral, que revolucionou o tratamento de indivíduos infectados e possibilitou uma importante diminuição da mortalidade e morbidade associada à AIDS.

Diferente de alguns anos atrás, hoje a infecção pelo vírus da AIDS é considerada uma doença com evolução crônica, sendo que seus portadores podem apresentar uma longa sobrevida, desde que sejam submetidos a acompanhamento e tratamento adequados.

Apesar de assuntos como meio de transmissão e prevenção serem intensamente discutidos na mídia, quase não se ouve a respeito das atitudes a serem tomadas caso o exame sorológico para HIV dê resultado positivo, o que pode deixar muitas pessoas confusas e com medo de procurarem ajuda devido à estigmatização dessa doença. Essa atitude também pode resultar num comprometimento permanente da saúde.

Confira algumas dicas de medidas a serem tomadas nessas situações:

Consulta inicial

É essencial agendar uma consulta com um médico em que a pessoa sinta confiança, para que, além de uma avaliação clínica e estabelecimento de um plano de tratamento, seja construído um vínculo de parceria entre as duas partes.

É bastante comum que, nos casos onde há confirmação diagnóstica, o paciente seja encaminhado para outra unidade de saúde, especializada no assunto. Entretanto, a primeira consulta, que geralmente é realizada pelo médico generalista, é fundamental para prosseguir de forma adequada com o caso além de ser determinante na adesão ao tratamento.

A consulta inicial tem as seguintes finalidades:

  • Confirmação diagnóstica

A primeira coisa a ser feita é a confirmação do diagnóstico de infecção pelo HIV, a fim de que o resultado seja documentado e anexado ao prontuário do paciente, protegendo-o de resultados falso-positivos.

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Até que todos os exames necessários sejam realizados, o paciente não deve receber um diagnóstico positivo e muito menos deve ser iniciada qualquer terapia antirretroviral.

Até que todos os exames necessários sejam realizados, o paciente não deve receber um diagnóstico positivo.

  • Compreensão sobre o assunto

O médico deve procurar avaliar o grau de conhecimento do paciente sobre a infecção pelo HIV e o impacto que o diagnóstico está tendo sobre sua vida, que envolve, por exemplo, atitudes de prevenção da transmissão da infecção e avaliação do estado emocional. Quando necessário, o paciente deve ser encaminhado para acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, mesmo que temporariamente, para que seja prevenido problemas que podem atrapalhar a adesão ao tratamento, como a depressão.

  • Exames complementares

É solicitada uma bateria de exames que auxiliarão na decisão em iniciar ou não a terapia antirretroviral e profilaxia de doenças oportunistas. Além de exames como quantificação da carga viral, contagem de linfócitos CD4+, hemograma completo e dosagem do colesterol e suas frações, é solicitada uma análise da função renal e hepática, além de sorologia para hepatite, toxoplasmose e sífilis e radiografia de tórax.

Imunização do paciente soropositivo

Como a progressão da doença acaba resultando num comprometimento do sistema imunológico, e, em longo prazo, diminuindo a capacidade do organismo em produzir anticorpos, é importante prevenir algumas doenças através da vacinação. O indicado é que essa medida seja tomada o mais rápido possível, sendo que as vacinas com vírus ou bactérias vivas estão contraindicadas.

As vacinas recomendadas são:

  • Vacina pneumocócica;
  • Vacina contra influenza;
  • Vacina contra hepatite A e B;
  • Vacina contra Haemophilus influenza tipo B;
  • Vacina contra tétano e difteria.

Algumas dicas

  • A privacidade do paciente está protegida pelo sigilo médico, por isso é essencial se sentir livre para dizer o que se pensa a respeito do assunto e esclarecer todas as dúvidas que possam surgir. Omitir informações é atrapalhar o próprio tratamento;
  • O acompanhamento psicológico deve ser oferecido pelo médico, mas caso isso não aconteça, é preciso não ter vergonha de pedir por esse apoio;
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É interessante que os pacientes levem seus parceiros nas consultas de acompanhamento.

Sempre que possível o paciente deve levar seu companheiro(a) nas consultas.

Receber o diagnóstico de HIV é uma situação delicada e difícil de ser enfrentada, porém, é importante que o paciente tenha em mente que adotar uma postura negativa em relação a vida não trará nenhum benefício e ainda pode trazer sérias complicações para saúde. A melhor decisão é enfrentar o problema e colaborar para que o acompanhamento médico seja seguido à risca, pois assim é possível garantir uma saúde melhor e aproveitar mais os momentos bons que a vida oferece.

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