Entendendo a Anorexia

Anorexia nervosa é um distúrbio alimentar grave, caracterizado pela preocupação exagerada com peso corporal. Devido ao pavor de engordar, a pessoa vai deixando gradativamente…

Anorexia nervosa é um distúrbio alimentar grave, caracterizado pela preocupação exagerada com peso corporal. Devido ao pavor de engordar, a pessoa vai deixando gradativamente de comer chegando inclusive, muitas vezes, a morrer por inanição. De natureza complexa, a doença envolve componentes psicológicos, fisiológicos e sociais.

Manifesta-se, majoritariamente, entre adolescentes e jovens ocidentais, na faixa de 12 a 20 anos. Pela distorção da auto-imagem, o anoréxico (a) sempre se vê gordo (a) no espelho, mesmo estando, muitas vezes, abaixo do peso. Para emagrecer, deixa de comer, toma laxantes, faz uso de diuréticos, fórmulas emagrecedoras e exagera nos exercícios físicos.

Entendendo a Anorexia

Com uma taxa de mortalidade de até 20%, não raro, a doença vem acompanhada de bulimia (doença caracterizada pela auto-indução do vômito, após a ingestão de alimentos), complicando ainda mais o quadro do paciente.

Quais são as causas?

Ainda não se conhece suas causas, mas sabe-se que a pressão social  atual, que supervaloriza a aparência física, interfere diretamente.

Influenciadas pela mídia, que vende a imagem de modelos esquálidas como ideal de beleza a ser seguido, jovens e adolescentes tentam buscar ,a todo custo, idêntica forma física.

Com a vida corrida e a progressiva popularização dos fast foods, esse ideal estético, fica cada vez mais difícil de ser alcançado. Também fatores genéticos, culturais e psicológicos estão diretamente relacionados na manifestação da doença.

Quais são os sintomas?

  • – Preocupação exagerada e constante com peso e calorias;
  • – Crença em estar gordo, mesmo estando muito magro;
  • – Perda de peso muito rápida;
  • – Jejuns prolongados;
  • – Apresentar inúmeras desculpas para não se alimentar;
  • – Surtos de grande ingestão de comida e posterior indução de vômito;
  • – Anemia;
  • – Dores de cabeça;
  • – Hipoglicemia;
  • – Amenorréia (Parada do ciclo menstrual);
  • – Pesar-se com frequência;
  • – Uso excessivo de laxantes e diuréticos;
  • – Irritabilidade e depressão;
  • – Prática de exercícios físicos em excesso;
  • – Isolamento familiar e social.

Como a doença se desenvolve?

Geralmente começa com uma crescente preocupação com peso, dietas e calorias. A pessoa começa evitando alimentos mais calóricos até que pode parar completamente de se alimentar. Como ainda se vê gorda  no espelho, começa a fazer uso de laxantes, diuréticos e remédios para emagrecer como tentativa desesperada de perder peso.

Gradativamente aumenta a intensidade das atividades físicas, podendo dispensar mais de três horas diárias em academias.Como é uma distorção na imagem corporal, a pessoa nunca se vê como ela realmente está, magra, o que acaba gerando depressão e gradual isolamento familiar e social.Desse modo, anoréxicos que não recebem tratamento médico e psicológico a tempo, muitas vezes chegam a morte.

Como se trata?

A doença deve ser tratada por uma equipe multidisciplinar composta de médico clínico, nutricionista, psicólogo e psiquiatra. Assim que diagnosticada a doença, o primeiro passo é recuperar o peso, através de reeducação alimentar e acompanhamento psicológico. Na maioria das vezes, é necessário o uso de medicamentos como antidepressivos, estimulantes do apetite e complexos vitamínicos.

Fazer com que esses indivíduos recuperem peso é uma tarefa muito difícil, já que sempre se verão gordos no espelho. Assim, devem ser observados de perto, geralmente  hospitalizados.

O tratamento é longo e difícil. Mesmo após a melhora dos sintomas, o paciente deve ser monitorado pela equipe multidisciplinar já que as chances de recaídas são grandes.

Existe prevenção?

A única prevenção possível que se conhece é a informação. É de fundamental importância discutir o assunto com os filhos, sempre  mantendo os informados sobre os riscos de dietas radicais, já que a pressão social pelo corpo perfeito dificilmente diminuirá e ainda não podemos prever os fatores genéticos associados que podem, um dia, vir a se manifestar.


Top