terça-feira, 6 de dezembro de 2022 - 06/12/2022 21:35:58
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A espionagem feita pelos Estados Unidos através da internet está recebendo fortes críticas dos cidadãos e empresas de tecnologia. A questão veio à tona depois que um ex-técnico de informática da CIA se pronunciou a respeito.

Sistema de vigilância dos Estados Unidos está gerando polêmica. (Foto:Divulgação)

Vale lembrar que, depois do atentado de 11 de setembro, a CIA reforçou o seu sistema de espionagem para investigar estrangeiros suspeitos de terrorismo.

O que este artigo aborda:

O caso de espionagem online

O ex-agente da CIA Edward Snowden se identificou no último domingo (9) como a fonte das divulgações feitas sobre o sistema de vigilância do governo. As informações estamparam as páginas dos jornais “The Guardian” e do “The Washington Post”.

Entre as informações reveladas por Snowden, há uma ordem judicial da empresa de comunicação Verizon para entregar todos os registros no período de três meses, incluindo e-mails, chats e outros tipos de dados na internet.

O programa desenvolvido pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), que recebeu o nome de PRISM, é capaz de coletar dados dos usuários das empresas de tecnologia mais importantes dos EUA, como Google, Facebook, Microsoft, Yahoo, Apple e AOL.

Ex-agente da CIA Edward Snowden. (Foto:Divulgação)

Atualmente o paradeiro de Snowden é desconhecido. O ex-técnico em informática deixou o hotel onde estava hospedado em Hong Kong e, desde então, não foi mais visto. O Departamento de Justiça começou a investigar o jovem e ele corre o risco de ser indiciado.

Apesar da polêmica, Edward Snowden recebe apoio popular nos Estados Unidos. Nas últimas 24 horas, mais de 19 mil pessoas assinaram o pedido para que o presidente Obama perdoe o ex-agente da CIA.

A posição do Facebook

Na terça-feira (11), o Facebook se uniu ao Google para solicitar às autoridades americanas a permissão para revelar dados sobre espionagem.

Ted Ullyot, assessor geral do Facebook, quer a oportunidade de compartilhar com aqueles que usam a rede social todos os requerimentos recebidos do governo.

Os usuários estão com uma impressão incorreta sobre o fato da CIA espionar cidadãos pelo Facebook, mas a divulgação dos relatórios com transparência poderia mudar esta realidade.

Mark Zuckerberg condenou a espionagem online e pediu para que o Governo dos Estados Unidos seja mais transparente com relação à vigilância virtual. (Foto:Divulgação)

Na última sexta-feira (7), Mark Zuckerberg condenou a espionagem online e pediu para que o Governo dos Estados Unidos seja mais transparente com relação à vigilância virtual. A mesma postura foi adotada por Larry Page, CEO do Google.

Com a notícia de espionagem vindo a tona, muitas pessoas estão pensando em excluir ou deletar a conta do Facebook. Para evitar a perda de usuários, a companhia pediu para a agência de segurança divulgar os números e o alcance dos pedidos de informações.

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Isabella Moretti

Publicitária, pós-graduada em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais. É também empresária e CEO & Founder do ViaCarreira

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