Carne processada eleva chance de câncer de pâncreas

A ingestão demasiada de carne processada pode acrescentar a chance de câncer de pâncreas, de acordo com uma nova pesquisa divulgada no British Journal…

Por Editorial MDT em 17/01/2012

A ingestão demasiada de carne processada pode acrescentar a chance de câncer de pâncreas, de acordo com uma nova pesquisa divulgada no British Journal of Cancer. O estudo ministrado pela Fundação Sueca do Câncer e pelo Instituto Karolinska, na Suécia, concluiu que consumir diariamente uma quantia do alimento equivalente a somente uma salsicha já é suficiente para aumentar o risco da doença.

Os pesquisadores analisaram outros onze estudos que envolviam ao todo 6.000 voluntários. Foi concluído que os indivíduos que consomem 50 gramas de carne processada todos os dias, quantidade que obedece a duas fatias de  bacon ou a uma salsicha, possui 19% mais chance de desenvolverem câncer de pâncreas do que aqueles que não consomem o alimento. A chance aumenta em 38% para aqueles que ingerem 100 gramas do alimento diariamente e 57% para os indivíduos que consomem 150 gramas.

Carne vermelha

Quando os cientistas foram avaliar a ligação entre o risco de câncer de pâncreas e a ingestão de carne vermelha, os efeitos foram incompletos, já que o consumo do alimento aumentou o risco da doença entre os homens, mas não entre as mulheres. A pesquisa assinalou que os homens que consomem 120 gramas de carne vermelha diariamente haviam 29% mais risco de desenvolverem o problema quando confrontados com aqueles que não ingeriam o alimento.

“O câncer de pâncreas dá pouca sobrevida (95% morrem no período de até cinco anos após o diagnóstico). Portanto, assim como diagnosticá-lo cedo, é importante entender o que pode aumentar o risco da doença”, afirma Susanna Larsson, autora do estudo. “Se a dieta afeta o risco de câncer de pâncreas, então isso poderia influenciar as abordagens de campanhas de saúde pública para ajudar a reduzir o número de casos da doença”.

Para os especialistas, análises maiores ainda serão necessárias para que se possa garantir que a carne é, realmente um fator de risco para o câncer de pâncreas. “Nós sabemos que estilo de vida e tabagismo estão muito ligados ao câncer de pâncreas. Parar de fumar é a melhor maneira de reduzir as chances da doença e de outros problemas de saúde também”, diz a diretora de informação do Cancer Research UK, do Reino Unido, Sara Hiom.

Brasil

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de pâncreas é responsável por 2% dos casos de câncer descobertos no país, e por 4% das mortes pela doença. É incomum aparecer entre pessoas com menos de 30 anos e é mais frequente entre os homens. Segundo um levantamento do Instituto, em 2009 foram notados 9.320 novos casos da doença no Brasil, e em 2008 a doença matou 6.715 indivíduos. Medidas como não fumar, não abusar do álcool e adotar uma dieta balanceada são capazes de prevenir a doença.

Top