Saiba como evitar complicações na gravidez

A gravidez com certeza é um período de enorme expectativa, com imensa ansiedade, aguardada com uma mescla de emoções. Infelizmente, como tudo na vida,…

Por Editorial MDT em 18/11/2011

A gravidez com certeza é um período de enorme expectativa, com imensa ansiedade, aguardada com uma mescla de emoções. Infelizmente, como tudo na vida, nem sempre as coisas saem do jeito que a gente deseja; com a gravidez não seria diferente. Às vezes, a gestante começa a apresentar sinais e sintomas de que algo de errado está acontecendo ou está prestes a acontecer; o que muitas vezes pode alterar os planos anteriormente formados.

Para nos prepararmos a uma possível mudança, é necessário conhecer e, consequentemente ficar atento às manifestações e alterações que podem acontecer.

Quais as possíveis complicações que podem ocorrer durante a gravidez?

Citaremos apenas algumas das possíveis complicações que poderão surgir durante a gestação:

  1. Anemia;
  2. Descolamento precoce da placenta;
  3. Diabetes gestacional;
  4. Pré-eclâmpsia e eclâmpsia;
  5. Pielonefrite;
  6. Aborto espontâneo.

Durante a gravidez podem surgir diversas complicações, podendo ser umas mais graves que outras. Para impedir que isso ocorra com você ou alguém próximo é necessário estar sempre atenta e realizar o pré-natal.

1.    Anemia

É um sintoma muito comum durante a gestação, o que seria resultado do aumento do consumo dos componentes formadores dos elementos do sangue como ferro e ácido fólico, assim como da hemodiluição existente; os dois explicados fisiologicamente. Por isso, o nível aceito de hemoglobina para uma grávida, deve estar acima de 11 mg/dl. Vale lembrar que independente dos valores de hemoglobina, o obstetra irá receitar reposição dos componentes (ferro e ácido fólico), como explicado anteriormente, pelo aumento do consumo. Vale lembrar que se mesmo com a reposição, a gestante continuar a apresentar hemoglobina baixa, a mesma será relacionada como gestante de alto risco, onde o especialista irá tomar condutas específicas ao caso em questão.

2.    Descolamento precoce da placenta

Como o próprio nome já informa, é quando ocorra a separação da placenta do útero, antes do período exato para o parto. É necessário estar atenta aos sangramentos vaginais que podem ocorrer durante a gestação. Ao deparar com um sangramento vaginal, é necessário procurar um atendimento médico especializado para avaliar a gravidade e quanto isso irá prejudicar o feto ou a gestação. Sempre orientar que a gestante que apresenta sangramento deve permanecer em repouso até decisão médica. Casos de descolamento da placenta são mais comuns em mulheres tabagistas, etilistas, com idade avançada ou com hipertensão.

3.    Diabetes gestacional

É importante saber que os sinais e sintomas apresentados pela gestante que apresenta diabetes gestacional são semelhantes aos do diabetes mellitus. Porém, no caso da gestante, são duas vidas que estão em jogo; sendo que o tratamento não eficaz pode resultar em danos ao feto. O principal problema está no crescimento do feto além do normal, o que colocaria em risco a vida da mãe e, consequentemente, a do feto, na hora do parto. Para evitar seu aparecimento, além de realizar o acompanhamento pré-natal, que rastreará se a mulher tem chances de desenvolver o diabetes gestacional, é necessário ficar atenta aos sinais e sintomas da doença como:

  • Sede excessiva;
  • Aumento das idas ao banheiro;
  • Levantar a noite para urinar;
  • Hálito etílico.

 4.    Pré-eclâmpsia e eclampsia

A pré-eclâmpsia pode ser denominada como toxemia gravídica e sua manifestação ocorre quando há um aumento da pressão arterial acompanhada por proteinúria (proteína presente na urina) ou de edema (retenção hídrica). Já a eclâmpsia ocorre quando o quadro é mais grave, podendo levar a gestante ao coma e até mesmo a morte. É mais comum aparecer em mulheres que já possuam pressão arterial elevada anteriormente a gestação ou se é portadora de algum distúrbio vascular. A real causa do seu acontecimento ainda está incerta. Em relação a sua manifestação, o principal sintoma é o sangramento vaginal, porém a mulher pode apresentar outros sinais como edema e aumento da pressão para níveis superiores a 140X90 mmHg.

Para evitar que ocorram os resultados graves da pré-eclâmpsia ou eclâmpsia, é necessário realizar um pré-natal adequado, em que irá ser investigado problema no sistema cardiovascular, incluindo as análises de rotina da pressão arterial.

5.    Pielonefrite

Devido às alterações que o corpo da mulher sofre durante a gestação para conceber a nova vida, ocorrem consequências. Uma delas é em relação ao sistema geniturinário. A mais importante modificação neste sistema é a dilatação dos ureteres que pode ocasionar um posterior desenvolvimento da pielonefrite. É por esse motivo que todas as gestantes que apresentem sinais de infecção urinária devem ser tratadas, independente de apresentarem sintomas. Mesmo sabendo isso, é necessário estar atenta as seguintes manifestações:

  • Dor na região lombar;
  • Febre;
  • Dor ao urinar.

6.    Aborto espontâneo

Consiste na perda espontânea do feto. É muito frequente ocorrer em mulheres acima dos 35 anos. Os principais sinais são:

  • Hemorragia vaginal;
  • Dor na região lombar;
  • Cessação do aumento abdominal e dos seios.

São diversas as causas que podem estar relacionadas com o aborto, dentre elas podemos citar: mulheres etilistas, tabagistas, usuárias de drogas, portadoras de eclâmpsia, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e até mesmo alteração genética do feto, entre outras.

É importante se ter consciência quanto a importância da realização do pré-natal. Praticamente todas as complicações citadas anteriormente podem ser prevenidas com a sua realização. Além disso, fique atenta às manifestações e alterações que o seu corpo está sofrendo, na maioria das vezes, o seu organismo está dando sinal de que algo está errado. Muitas vezes uma pequena atitude pode livrar você e seu filho de uma catástrofe!

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