Rejeição pode acarretar obesidade futuramente

Rejeição pode acarretar obesidade futuramente

Bebês que foram recusados nos primeiros meses de vida podem se tornar jovens obesos, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira. De acordo…

Por Editorial MDT em 11/01/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Bebês que foram recusados nos primeiros meses de vida podem se tornar jovens obesos, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira. De acordo com o estudo, quanto mais delicada a relação entre mãe e filho, maior a chance de a criança ser obesa na adolescência. Entenda-se por “delicada” de acordo com o estudo, a relação em que a mãe não proporciona segurança emocional e suscetibilidade no trato com a criança.

Para a pesquisa, foram estudadas informações de 977 participantes nascidos em 1991. Eles faziam parte de uma amostra nacional recolhida a partir de nove municípios dos EUA. Após a observação da interação entre mãe e filho, os especialistas avaliaram pontos como suscetibilidade materna, apego e segurança. Esse séquito foi realizado durante três momentos: 15, 24 e 36 meses de idade.

Para analisar a suscetibilidade materna, as mães foram instruídas a brincar com seus filhos ao mesmo tempo em que os especialistas avaliavam várias aspectos da conduta, incluindo respeito à autonomia, sinais de invasão ou agressividade. De acordo com os especialistas, a suscetibilidade materna é a competência de uma mãe distinguir o estado emocional do seu filho e responder com coerência, conforto e afetividade.

As decorrências apontaram que, no total 241 crianças (24,7%) apresentaram uma má afinidade com as mães ao longo da infância. Nesse grupo, a predominância de obesidade na adolescência foi de 26%. Entre as crianças que tiveram um relacionamento avaliado como bom, a predominância de obesidade foi de 15,5%.

De acordo com os especialistas, a nova pesquisa ajuda a descobrir outra maneira de abordagem para combate à obesidade infantil, distinta da popular fórmula de alimentação saudável e exercício físico. “Pode ser que os índices de obesidade infantil diminuam a partir de intervenções que visem melhorar os laços emocionais entre mães e filhos”, disse Sarah Anderson, autora principal do estudo e professora assistente de epidemiologia na Universidade Estadual de Ohio.

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