Por que congelar células-tronco?

A moda de congelamento de células-tronco tem se destacado entre os famosos e tem ganhado cada vez mais pais que se preocupam com o…

Por Editorial MDT em 24/01/2013

A moda de congelamento de células-tronco tem se destacado entre os famosos e tem ganhado cada vez mais pais que se preocupam com o futuro dos seus filhos. A técnica é feita no nascimento do bebê e garante que a criança seja tratada com maior eficácia nos casos de doenças ou transplantes de medula durante sua vida. Saiba mais sobre o assunto e veja por que congelar células-tronco.

As células-tronco são retiradas do sangue do cordão umbilical do bebê durante o parto. (Foto: divulgação)

Células-tronco

As células-tronco obtidas através do sangue do cordão umbilical do bebê são muito importantes. Por isso, é essencial que sejam conservadas com segurança e tecnologia. Algumas famosas como Heloísa Perissé, Isabela Garcia e Nívea Stelmann são adeptas as tendências. Durante o nascimento dos bebês, elas foram acompanhadas por um profissional especializado.

Durante o parto, as células-tronco ficam no cordão umbilical, que é coletado pelo profissional em uma bolsa especial. A bolsa é levada para o laboratório, onde ocorre a separação de células vermelhas e plasma das células brancas (onde ficam as células-tronco), que são compactadas e armazenadas em tanque de nitrogênio líquido. O material é congelado em uma temperatura de 196º C negativos. As células são congeladas em um sistema de temperatura decrescente, não congelando de forma brusca.

As células-tronco podem tratar várias doenças na fase adulta. (Foto: divulgação)

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Por que congelar células-tronco?

O sangue do cordão umbilical é congelado, pois possui o mesmo potencial terapêutico que a medula óssea, ou seja, trata doenças relacionadas a cânceres no sangue (onco-hemetológicas). Ele é rico em células-tronco adultas e possui vários benefícios de uso. Como se trata de células novas, que não foram expostas a agentes como poluição, radiação, infecções e outros, em caso de transplantes, as chances de rejeição são menores.

Além disso, são mais fáceis de encontrar um doador compatível. É possível encontrar uma medula óssea compatível a cada 20 mil amostras. Já nos casos de sangue do cordão, o número cai de um para cada 4 mil.

Doenças que podem ser curadas com as células-tronco

Leucemias, mielomas, linfomas, anemias, osteoporose, deficiências imunológicas, doenças metabólicas e muitas outras. Estudos prometem a cura de diabetes tipo 1, lesões raquimedulares, esclerose múltipla, cerebrais, ósseas e articulares, doenças cardíacas (infarte, insuficiências e chagas) e outras.

No ano de 2010, foi feito um estudo realizado pela Duke University (nos Estados Unidos) com crianças e bebês com paralisia cerebral sugeriu que, quando são tratadas com o sangue do próprio cordão, apresentam melhoras significativas no desenvolvimento motor e de fala. No entanto, esse tipo de uso de células-tronco ainda está sendo testado.

As células-tronco podem ser congeladas e usadas para tratamentos futuros da criança. (Foto: divulgação)

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As células-tronco são excelentes para o tratamento de várias doenças. Elas têm sido também grandes apostas para o tratamento de doenças degenerativas. A capacidade regenerativa de uma célula-tronco é muito grande e o tratamento com uso possui maior eficácia. Os médicos acreditam que em um futuro próximo o uso dessas células poderá atuar na regeneração do fígado, coração e outros órgãos que são degenerados com o tempo.

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