Plástica de mama pelo SUS

Uma lei, que obriga os médicos do SUS (Sistema Único de Saúde) a realizarem a cirurgia reparadora após a extração do câncer de mama,…

Uma lei, que obriga os médicos do SUS (Sistema Único de Saúde) a realizarem a cirurgia reparadora após a extração do câncer de mama, foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), na última quarta-feira (12). De acordo com a nova medida, a plástica só não será feita em casos de contraindicações médicas ou desaprovação da paciente.

Nova lei propõe que as mamas sejam reconstruídas logo após a extração do câncer. (Foto:Divulgação)

Filas de espera para plástica das mamas pode chegar ao fim

A legislação atual já assegura a mulher o direito a cirurgia plástica de mama pelo SUS após a retirada do câncer, mas não estabelece prazos para que o procedimento aconteça. Ou seja, a paciente pode ficar sem os seus seios por tempo indeterminado. Com a nova medida, os médicos poderão realizar a reconstrução total da mama, para que a mulher não se sinta tão desmotivada ou insatisfeita com o corpo.

Segundo a lei recém-aprovada pelo CCJ, a cirurgia reparadora e a plástica serão realizadas simultaneamente em pacientes que tiveram câncer. O projeto pretende ainda reduzir a fila de espera para realizar o procedimento cirúrgico de reconstrução da mama, afinal, atualmente há mais de 20 mil mulheres aguardando atendimento do SUS. Algumas pacientes esperam pela plástica de mama gratuita há mais de cinco anos.

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Mulheres emocionalmente abaladas

Mais de 20 mil mulheres estão na fila de espera para a plástica de mama do SUS. (Foto:Divulgação)

As mulheres, que estão esperando o atendimento do Sistema Único de Saúde para reconstruir as mamas, ficam com a autoestima baixa e convivem com as consequências da ‘mutilação’.

Depois de se submeterem a mastectomia (cirurgia de retirada da mama) em um ou nos dois seios, as mulheres costumam sofrer com problemas emocionais. Elas se sentem menos femininas e convivem com o constrangimento nas relações que envolvem intimidade.  Este drama é vivido principalmente pelas mulheres carentes, que dependem exclusivamente do serviço público de saúde.

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Segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) e da Sociedade Brasileira de Mastologia, apenas 10% das 20 mil mulheres que se submetem a cirurgia de retirada da mama saem do centro cirúrgico com os seios reconstruídos.

Nova medida espera contribuir com a auto-estima da mulher que se recupera do câncer de mama. (Foto:Divulgação)

A espera da plástica de mama pelo SUS é frustrante para a alto-estima da mulher e também representa um novo risco para sua saúde, pois novamente ela terá que se submeter a uma cirurgia. A nova lei pretende reforçar a realização da reconstrução da mama em sequência da cirurgia oncológica (procedimento cirúrgico para a retirada do câncer).

Saiba mais sobre a mastectomia

A mastectomia é uma das formas invasivas de tratar o câncer de mama, normalmente recomendada quando os tumores estão situados em várias regiões dos seios. Sem a possibilidade de preservar a mama, o médico precisa removê-la através de cirurgia. A mastectomia também é indicada para tumores acima de 4 cm ou em pacientes com doenças autoimunes, como é o caso do lúpus, que não tolera radioterapia.

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