Hirsutismo: excesso de pelos

O hirsutismo ou excesso de pelos acomete uma grande parte da população feminina. Em geral, a distribuição desses pelos acompanha as características masculinas, o…

A presença de pelos com caracteristicas masculinas recebe o nome de hirsutismo.

O hirsutismo ou excesso de pelos acomete uma grande parte da população feminina. Em geral, a distribuição desses pelos acompanha as características masculinas, o que incomoda as mulheres que sofrem desse mal. Para que você possa compreender melhor sobre esse assunto, separamos algumas informações a respeito.

A real definição

O hirsutismo é definido como a presença de pelos terminais, em locais que caracterizam a anatomia masculina. Ele pode ser uma queixa isolada da pessoa ou estar associado a outras manifestações clínicas. Como exemplo dessas podemos citar:

  • Sinais de hiperandrogenismo (hormônio masculino);
  • Virilização (conjunto de manifestações como hipertrofia de clitóris, aumento da massa muscular e modificação do tom de voz);
  • Distúrbios menstruais;
  • Infertilidade.

Compreendendo sua causa

De forma didática, o hirsutismo pode ser classificado em três categorias:

  • Excesso de androgênios produzidos pelos ovários adrenais, o que pode ser manifestado na: síndrome dos ovários policísticos, hiperplasia adrenal congênita, síndrome de Cushing e tumores produtores de androgênios ovarianos ou adrenais;
  •  Aumento na sensibilidade cutânea aos androgênios circulantes, associado a presença de ciclos menstruais regulares e ovulatórios;
  • Outras situações que alterem o transporte ou metabolismo dos androgênios, como por exemplo: doenças da tireoide, hiperprolactinemia e uso de alguns medicamentos.

Para descobrir a causa do hirsutismo, é preciso realizar um exame físico adequado.

Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico de hirsutismo será realizado a partir de uma história clínica bem elaborada, em associação com um exame físico completo. Além disso, o médico especialista deve pesquisar a presença ou não de disfunção tireoidiana, adrenal ou hiperandrogenismo.

Através do exame físico, o médico pode avaliar o grau de acometimento do hirsutismo, ou seja, sua distribuição corporal, sua pigmentação, assim como os sinais que podem acompanhá-lo como: presença de acne, seborreia e queda de cabelo. Em relação aos exames laboratoriais complementares, pode ser solicitado:

  • Testosterona;
  • Prolactina sérica;
  • FSH;
  • LH;
  • Cortisol.

Conheça o tratamento

A primeira etapa do tratamento é baseada na descoberta da causa do hirsutismo, para assim tratá-la. Depois, o médico responsável deve associar ao tratamento estipulado, os procedimentos cosméticos. Vale lembrar que a terapêutica estipulada pelo especialista é individualizada, ou seja, de acordo com a causa e da manifestação do hiperandrogenismo.

O hirsutismo acomete uma parte significante da população feminina. Seu diagnóstico é baseado em uma boa história clínica, associado a um exame físico detalhado e exames complementares. A partir disso, será possível descobrir qual a causa da sua manifestação para assim iniciar o tratamento adequado.

A acne, associado ao hirsutismo pode ser sinal de hiperandrogenismo.

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