Gil Rugai é condenado por duplo homicídio

O júri considerou que o estudante Gil Rugai é o assassino de seu pai, Luis Rugai, e de sua madrasta, Alessandra Troitino. O crime…

Por Élida Santos em 22/02/2013

O júri considerou que o estudante Gil Rugai é o assassino de seu pai, Luis Rugai, e de sua madrasta, Alessandra Troitino. O crime que chocou o país aconteceu em março de 2004. A assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo postou em sua página no Twitter a informação de que Gil foi condenado. O veredicto será está sendo lido nessa sexta-feira (22 de fevereiro) no Fórum da Barra Funda.

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Gil Rugai foi condenado pelo assassinatos (Foto: Divulgação)

Promotor revela condenação de Gil Rugai

A decisão do júri em condenar Gil Rugai já tinha sido adiantada minutos antes pelo promotor do caso, Rogério Leão Zagallo. “Foi condenado por tudo”, disse. “Fui atacado, me chamaram de ridículo, ouvi que não tinha estudado, agora é missão cumprida”, disse Zagallo.

O julgamento do estudante durou cinco dias. Durante esse período, foram escutadas 15 testemunhas (sendo cinco de acusação, sete de defesa e três do juízo), além do réu, que foi interrogado pelo juiz, por seus advogados e pelo promotor. Gil Rugai negou que assassinou seu pai e madastra. “Não fui eu [quem matou]. Agora quem foi eu não sei”, afirmou o jovem de 29 anos. A defesa vai recorrer certamente, pois disse de modo antecipado que caso o julgamento fosse desfavorável a Gil os advogados do estudante elaborariam uma apelação.

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Gil Rugai nega acusações (Foto: Divulgação)

Principais provas contra Gil Rugai

As principais provas que a acusação apresentou contra o réu foram a pegada de Gil Rugai em uma porta arrombada no local do crime e a localização da arma que matou o casal, a qual pertencia ao rapaz. Pessoas ligadas ao réu criticaram a forma que foi feito o anuncio da condenação. A antropóloga Ana Lúcia Pastore Scheitzmeyer, testemunha de defesa, foi uma das que criticaram as falas de Zagallo. “Foi vergonhosa a maneira como ele entrou no plenário. Ele anunciou a sentença no lugar do juiz e as alunas dele aplaudiram como se fosse um circo, como se tivesse vencido uma partida de futebol”, falou a antropóloga.

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