Febre Amarela: transmissão, sintomas e prevenção

Febre Amarela: transmissão, sintomas e prevenção

A Febre Amarela tem tomado conta do noticiário nesse início de 2017, devido ao número de casos registrados no período, que é o maior…

Por Andre em 31/01/2017

A Febre Amarela tem tomado conta do noticiário nesse início de 2017, devido ao número de casos registrados no período, que é o maior dos últimos 30 anos. Para tirar algumas dúvidas a respeito do tema, preparamos a matéria a seguir, na qual você saberá mais detalhes sobre transmissão, sintomas e prevenção da doença.

Febre Amarela: transmissão, sintomas e prevenção (Foto Ilustrativa)

O que é febre amarela? Trata-se de uma doença infecciosa grave, causada por vírus transmitido através de vetores artrópodes, que possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão, silvestre e urbano. Ela acontece principalmente nas Américas do Sul e Central e em alguns países africanos.

No caso da febre amarela silvestre, os macacos são os principais hospedeiros (o homem aparece como hospedeiro acidental, pois pode ser infectado ao adentrar nas matas), enquanto na febre amarela urbana é o homem o único hospedeiro com importância epidemiológica.

Febre amarela: transmissão, sintomas e prevenção

A febre amarela é transmitida somente pela picada do mosquito Aedes aegypti (Foto Ilustrativa)

Como acontece a transmissão da febre amarela? O vírus dessa doença é transmitido apenas pelo mosquito, não ocorrendo transmissão direta de pessoa a pessoa, ou seja, não há nenhum problema em ter contato com alguém que esteja sofrendo com essa doença.

No ciclo silvestre, o mosquito que transmite febre amarela é o Haemagogus, enquanto no meio urbano, o responsável por transmitir o vírus é o conhecido Aedes aegypt, aquele mesmo que transmite dengue e chikungunya, entre outras doenças.

Já em relação aos sintomas da febre amarela, o quadro clínico é basicamente o mesmo nas duas versões da doença, incluindo febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e vômito, que persistem por cerca de três dias.

Na forma mais grave de febre amarela, que é rara, podem ocorrer, além dos sinais citados, insuficiências hepática e renal, icterícia (pele e olhos amarelados), cansaço intenso e manifestações hemorrágicas (gengiva, ouvidos e outras partes do corpo).

Febre amarela tratamentos

Os pacientes com febre amarela devem procurar o médico imediatamente, para iniciar o tratamento (Foto Ilustrativa)

O tratamento para febre amarela é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente, que sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado.

Para tratar febre amarela grave é preciso levar o doente ao atendimento médico o mais rápido possível, para atendimento em Unidade de Terapia Intensiva, com o objetivo de reduzir as complicações e o risco de óbito. Os salicilatos (AAS e Aspirina) devem ser evitados, pois o uso pode favorecer o aparecimento das hemorragias.

SEMPRE CONSULTE SEU MÉDICO antes de iniciar qualquer tipo de tratamento para febre amarela, pois ele poderá indicar o melhor caminho para cuidar do seu caso.

Febre amarela prevenção

A vacina contra febre amarela é gratuita e está disponível para pessoas com idade entre 6 meses e 60 anos (Foto Ilustrativa)

Como prevenir febre amarela? Existem basicamente duas formas de se evitar a doença, e uma delas é justamente combater a disseminação do mosquito Aedes aegypti, responsável por transmitir o vírus da febre amarela.

Ou seja, os cuidados são os mesmos para prevenir dengue (evitar o acúmulo de água parada em recipientes como garrafas, pneus velhos, latas, caixa d’água, usar repelentes, mosquiteiros e roupas que cubram o corpo inteiro, etc).

A outra forma de se prevenir é a vacina contra febre amarela, que deve ser utilizada principalmente por quem mora em áreas afetadas e por aqueles que vão viajar para lugares com surto de febre amarela (a imunização precisa acontecer pelo menos 10 dias antes da viagem).

A vacinação de febre amarela é indicada para pessoas com idade entre 6 meses e 60 anos (gestantes e maiores de 60 anos só podem ser vacinados após liberação médica), lembrando que os adultos que já receberam duas doses da vacina não precisam mais ser imunizados.

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