Estudo ajuda a descobrir sintomas que antecedem a menopausa

Uma nova pesquisa realizada pela Universidade de Queensland, na Austrália, junto ao Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Bretanha, pode ajudar a descobrir os sintomas…

Por Editorial MDT em 04/03/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Uma nova pesquisa realizada pela Universidade de Queensland, na Austrália, junto ao Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Bretanha, pode ajudar a descobrir os sintomas que antecedem a menopausa, assim como calcular por quanto tempo eles vão persistir, durante e depois dela. O estudo constituiu perfis de acordo com os sintomas que podem surgir nas mulheres antes da menopausa, produzindo um padrão que integra intensidade e estabilidade dos problemas antes e depois dessa fase. O estudo completo foi divulgado na revista  British Medical Journal.

De acordo com a pesquisa, a gravidade e a intensidade dos sintomas que as mulheres passam possuem padrões e seriedades distintos, e essas peculiaridades presentes antes da ocorrência da doença podem decidir como a mulher se sentirá durante essa fase. Por exemplo, os pesquisadores advertem que mulheres que lidaram com sintomas leves antes de entrar na menopausa, possuem menos chances de desenvolverem sintomas graves depois dela.

Pesquisa

Para chegar nestes resultados, os autores da pesquisa revisaram  695 relatórios de mulheres que participaram do Estudo Longitudinal Australiano, um estudo anualmente realizado com mulheres de meia idade. Elas haviam passado pela menopausa, mas nenhuma havia realizado o reposição hormonal ou fisterectomia.

Após a análise dos sintomas típicos desta fase como: ansiedade, depressão, ondas de calor e suores noturnos, desconforto sexual e dores de cabeça e nas articulações, os especialistas chegaram a conclusão que fora as dores de cabeça e nas articulações, todos os outros sintomas tinham relação com a doença na maior parte das mulheres.

Após estudarem a estabilidade e a intensidade dos sintomas, os pesquisadores descobriram os padrões existentes, e dividiram as mulheres de acordo com os perfis de sintomas de cada uma. Por exemplo, aquelas que tiveram sintomas intensos antes do período apresentavam mais chance de chegar a intensidade maior do problema um ano depois do início da doença.

Outro padrão foi descoberto entre as mulheres cujos sintomas intensos começaram antes do período e aumentaram até o início da doença. Já aquelas que sentiram esses sintomas mais tarde, o risco de lidar com eles durante três anos ou mais depois da menopausa eram maiores.

“Embora ainda seja ideal comparar os nossos resultados com os de outros estudos, acho que os perfis de sintomas fazem parte de um movimento em direção a uma abordagem mais adaptada às mulheres que estão próximas da menopausa. Nossa pesquisa indica que os profissionais de saúde podem fazer uma avaliação mais clara sobre o que as mulheres podem esperar nesse período com base no seu histórico de sintomas. Isso seria vantajoso não só em termos de garantia, mas na seleção de opções de tratamento”, afirma Gita Mishra, coordenadora da pesquisa.

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