Entenda a relação das bacterias com a obesidade

Bactérias aumentam ou diminuem a odesidade? Todo o nosso organismo é revestido por bactérias. O único momento em que não estamos em contato com…

Bactérias aumentam ou diminuem a odesidade?

Todo o nosso organismo é revestido por bactérias. O único momento em que não estamos em contato com esses microrganismos é dentro do útero materno. Assim que saímos, ficamos completamente revestidos por esses microrganismos.

Elas são um dos organismos mais antigos, com evidência encontrada em rochas de 3,8 bilhões de anos. Com todo o tempo que conviveram com os seres humanos, aprenderam formas de usá-los sem prejudicá-los.

Mas esses seres visíveis apenas microscopicamente, nem sempre fazem mal a nossa saúde. Embora sejam parasitas, existe uma simbiose entre nosso organismo e esses microrganismos. Ou seja, vivemos em harmonia. Elas nos habitam e conseguem os nutrientes que precisam e em troca nos ajudam na digestão de algumas substâncias. Quando o desequilíbrio é quebrado, gera doenças.

Alguns estudos têm mostrado que as pessoas obesas possuem no organismo bactérias diferentes das que são encontradas nos magros. Outros estudos detectaram que no intestino de pessoas magras há em média 600 mil bactérias, enquanto que no de pessoas obesas há 350 mil.

A grande questão é: Essa menor quantidade de bactérias no intestino dos obesos é causa ou consequência da obesidade?

Bom, sabemos que desde a descoberta do antibiótico, penicilina, as crianças recebem doses desse medicamento desde pequenas. Qualquer infecção já é combatida com essas substâncias. Será que não é esse o fator que interfere na quantidade de bactérias intestinais e tem aumentado a obesidade no mundo?

Há mais pessoas obesas do que desnutridas.

Atualmente, há mais obesos do que pessoas passando fome no planeta. A Cruz Vermelha publicou no dia 22 de setembro desse ano que o número de pessoas obesas supera o de famintos no mundo.

Leia Também:  Dicas para viagens de fim de ano com a família

Antigamente as pessoas sofriam de fome devido à má distribuição, o aumento do preço e o desperdício de alimentos. Porém, com o passar do tempo e o grande avanço da tecnologia, essa realidade mudou. A própria Cruz Vermelha assinalou que 1,5 bilhão de pessoas sofriam de obesidade enquanto 925 milhões estavam com desnutrição no ano de 2010.

Pesquisas mostram também que os desnutridos estão sofrendo mais. O aumento do preço dos alimentos leva famílias pobres à miséria. São dois extremos, enquanto alguns comem demais e alimentos com excesso de calorias, outros sofrem com a falta de comida.

O excesso de nutrição tem causado muito mais doenças e mortes do que a desnutrição. Hipertensão, resistência a insulina, diabetes, colesterol elevado (dislipidemia), são exemplos das consequências da obesidade.

Mas será que a obesidade não está mais relacionada ao número e o tipo de bactérias em nosso organismo do que a quantidade e qualidade do que comemos? Teremos que esperar mais pesquisas para poder responder essa pergunta.

Talvez um dia surjam alimentos ricos em bactérias capazes de causar emagrecimento nas pessoas obesas e sedentárias. Enquanto isso não ocorre, é melhor continuarmos nos alimentando de forma saudável, realizando exercícios físicos e evitando antibióticos desnecessariamente.

Top