Conheça as campanhas publicitárias que foram parar no Conar

A campanha da marca de lingeries Hope, estrelada pela modelo Gisele Bündchen, foi acusada de denegrir a imagem da mulher. No filme, Gisele aparece…

Por Redacao em 17/10/2011

A campanha da marca de lingeries Hope, estrelada pela modelo Gisele Bündchen, foi acusada de denegrir a imagem da mulher. No filme, Gisele aparece usando roupas íntimas para dar uma notícia desagradável, aconselhando o público feminino a usar sua sensualidade na hora de contar um fator ruim ao marido. O Conar recebeu mais de 40 denúncias e também um pedido de representação da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SPM). Por fim o julgamento chegou a conclusão que “os estereótipos presentes na campanha são comuns à sociedade e facilmente identificados por ela, não desmerecendo a condição feminina”, e arquivou o caso.

A famosa campanha dos “Pôneis Malditos”, da montadora Nissan, também, foi uma das propagandas que caíram nas discussões do Conar. Muito discutida, em decorrência da animação criada, a campanha foi a que mais proporcionou mídia espontânea a marca. O Conar recebeu cerca de 30 denúncias, pois, segundo elas, o vídeo fazia associação de figuras infantis com a palavra “malditos”. No final do julgamento, a campanha escapou também das punições do Conar, por unanimidade dos votos.

A Skol lançou uma campanha que parecia não ter nada de errado: “Skol – Monstros do Pântano”. O comercial mostrava três jovens bebendo a cerveja e um suposto monstro atacando o trailer dos rapazes. Os atores eram maiores de idade, porém o problema, segundo o Conar, é que eles não aparentavam ser. A organização pediu que a Ambev refizesse o vídeo, entretanto ela recorreu a decisão. Mas, no fim, o Conar manteve sua posição. O comercial não pôde mais ser vinculado.

O Instituto Alana questionou e denunciou o comercial do McDonald’s, que era exibido durante os trailers do filme Rio. A campanha mostrava as personagens do filme e anunciava que a cada McLanche Feliz comprado, a criança ganhava um brinquedo do filme. Segundo o Instituto, o comercial confundia o que era filme e o que era propaganda, não havendo clara delimitação entre as falas das personagens e os fins comerciais do anúncio. A campanha foi julgada duas vezes, em ambas, a marca McDonald’s ganhou.

Um dos comerciais mais criativos da Bombril foi também um dos mais polêmicos da história. A campanha “Mulheres Evoluídas” recebeu mais de 300 reclamações, um dos números recordes já feitos ao Conar, no qual apenas 20 dessas pessoas eram mulheres. Os homens se sentiram ofendidos e declaravam que o comercial era sexista e discriminatório, já que satirizavam o público masculino e ensinavam lições de “adestramento” desse sexo. A campanha foi duas vezes julgada e duas vezes arquivada. O Conar julgou os comerciais como bem-humorados, que usavam recursos próprios da publicidade, sem exagero e sem demonstrar riscos aos consumidores.

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