Como Superar uma Traição

Um relacionamento está longe de ser aquilo que os contos de fada costumam alardear. Não há perfeição, nem a obrigação de um “felizes para…

Por Editorial MDT em 19/08/2011

Um relacionamento está longe de ser aquilo que os contos de fada costumam alardear. Não há perfeição, nem a obrigação de um “felizes para sempre”. Há percalços, e certamente um dos maiores que pode haver no caminho é a traição.

A base de um relacionamento é a confiança e quando este pacto mútuo é quebrado, é preciso tomar uma decisão. Seja ela qual for, envolve um caminho que pode ser longo e penoso para ambos os lados. Tanto o fim quanto o perdão envolvem esforço e tristeza, porém há mais em jogo: percepção e consciência são elementos necessários para qualquer tipo de atitude. Necessários e dolorosos.

Antes de qualquer tipo de atitude é preciso entender o que aconteceu. Por mais que pareça difícil, é importante haver uma conversa com seu parceiro ou parceira e colocar tudo às claras para tentar entender o que aconteceu de verdade. Isso não significa cogitar ou acreditar na velha máxima dos pombinhos flagrados de que “não é nada disso que você está pensando”. Trata-se de entender a razão e os sinais, de ter a percepção de tudo que possa ser levado em consideração para justificar o caminho a seguir.

O perdão:

Caso a sua escolha seja levar o relacionamento adiante, será preciso muita perseverança. O melhor conselho que se pode sugerir para essa alternativa pode soar clichê, mas é fundamental: Se optou pelo perdão, tente realmente perdoar.

Levar a traição nas costas e jogá-la na cara do parceiro ou da parceira a cada desentendimento só fará mal aos dois e levará isso a um desfecho inevitável e que estava sendo apenas adiado. Claro, perdoar não significa esquecer, mas se essa foi a sua opção, será preciso muito diálogo e paciência para ambos para reconquistar a confiança e tentar fazer dar certo. Reconstruir algo sem cair nos velhos erros não deve ser um esforço unilateral.

O fim:

Os caminhos do fim parecem ser muito cruéis a primeira vista. Embora possa parecer a solução mais sensata diante de qualquer autoestima destruída pela traição, o problema é o tempo de sobra para remoer as mágoas e ir aos pedaços a medida em que as velhas perguntas surgem – “onde foi que eu errei” ou “o que ele ou ela tem que eu não tenho” – e as respostas estão longe de ser as que queremos ouvir.

A fossa é um mal necessário e compreensível, afinal não há autoestima que não se abale diante de uma traição. Isso significaria nervos de aço, e isso é algo que nem todo mundo dispõe. Porém, apesar do passe livre para viver a fossa, é preciso ter em mente que cabe somente a nós lidar com isso, nos reconstruir e superar.

Vivenciar a fossa significa dar um tempo para si mesmo sem exigir muito. Não adianta querer ir para a pista e voltar ao jogo sem estar emocionalmente pronto e querer ultrapassar limites. Também não significa permissão para chorar em casa por tempo indefinido e se agarrar ao abrigo de uma solidão aparentemente segura. Não existe uma formula mágica e nem tempo certo. Também não existe o benefício do esquecimento, já que as lembranças permanecerão. Existe apenas o que é sensato: o equilíbrio.

O caminho? Viver a vida: sair para estudar, trabalhar, se divertir, fazer o que gosta. Viver significa deixar os esqueletos para trás. Pode ser difícil, vai acontecer aos poucos, mas é preciso dar uma chance a si mesmo para quem sabe ganhar algo novo. Com o tempo, as lembranças passam a doer menos até serem apenas um incômodo desagradável sem que se deixe de viver por isso. Quem sabe uma nova história com a pessoa certa não esteja apenas esperando uma oportunidade de acontecer?

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