O amor é cego? Descubra

Rodrigo passa os dias pensando em Gabriela: nos passeios que deseja fazer com ela, nas músicas que ela gosta, no que ele vai dizer…

Por Editorial MDT em 23/12/2011

Imagem: (Foto Divulgação)

Rodrigo passa os dias pensando em Gabriela: nos passeios que deseja fazer com ela, nas músicas que ela gosta, no que ele vai dizer quando os dois se encontrarem. Basta um olhar para Ricardo e ver que é um homem apaixonado e fiel. Cientistas descobriram um estudo realizado nos Estados Unidos porque é impossível Rodrigo trair Gabriela nesta etapa do relacionamento: a paixão torna o cérebro incapaz de prestar ateção em outros rostos bonitos, tornando inviável a traição.

“A pessoa apaixonada está bioquimicamente focada no objeto de sua paixão. O apaixonado não só não olha para outra pessoa, como não percebe se tem alguém olhando para ele”, explica a psicóloga Mônica Portela, professora do Centro de Psicologia Aplicada e Formação do Rio (CPAF).

A falta de atenção ao mundo, o atrativo e a insônia originados pela paixão possui explicação: o cérebro apaixonado possui elevadas proporções de dopamina, que causa a sensação de felicidade, e norepinefrina que é parecido a adrenalina, responsável pela aceleração do coração e pela excitação.

Já os que amam, não são essencialmente, tão leais. “Com o fim da paixão, a pessoa percebe que o que ela imaginava não era real e acaba olhando para o lado. Essa busca acaba levando-lhe a encontrar alguém que pode não ser o suficiente para fazer com que ela deixe a pessoa amada, mas que também tem características que a interessam. Então, se cumpre a promessa de ‘até que a morte os separe’, mas com uma história paralela” diz a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria da USP.

Análise

Durante o estudo, 113 homens e mulheres foram expostos a imagens de pessoas bonitas e outras nem tanto. Os apaixonados anotaram antes de ver as imagens, uma nota sobre suas paixões. O restante escreveram sobre a felicidade. Em seguida, as imagens foram mostradas e os olhos dos voluntários foram observados por um computador.

Os apaixonados não prenderam os olhares nos rostos bonitos. Com as figuras de pessoas normais, não havia alteração na reação. “A paixão deixa a pessoa tão obcecada quanto uma droga. Ela fica num estado de torpor, de encantamento. Por isso não consegue ver nada à sua volta. E nem pensa em traição porque, para ela, aquela pessoa basta”, explica Carmita.

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