Como lidar com um portador de TOC

O Transtorno Obsessivo Compulsivo, conhecido popularmente como TOC, é um distúrbio com grande impacto sobre os familiares e amigos do doente, interferindo diretamente em…

Por Editorial MDT em 17/05/2013

O Transtorno Obsessivo Compulsivo, conhecido popularmente como TOC, é um distúrbio com grande impacto sobre os familiares e amigos do doente, interferindo diretamente em seus momentos de lazer e convívio social. Veja como lidar com um portador de TOC.

O TOC é um problema que afeta a relação com amigos e familiares. (Foto: divulgação)

Não é incomum encontrar pessoas mais próximas que acabam se acomodando, cedendo às exigências do portador de TOC e, muitas vezes, até mesmo apoiando a realização de rituais e comportamentos que deveriam ser evitados.

Adotar uma postura errada frente o indivíduo que possui o transtorno obsessivo compulsivo pode piorar o quadro clínico ou comprometer o tratamento. Fique por dentro do assunto e conheça o modo correto de lidar com um portador de TOC.

Entenda a diferença entre TOC e manias.

A família e os amigos não podem apoiar a realização de rituais. (Foto: divulgação)

Atitudes que ajudam o portador de TOC

É de fundamental importância que os familiares não apoiem os rituais realizados pelo indivíduo. Uma boa dica é sugerir, de maneira direta, porém bastante delicada, a realização de psicoterapia e acompanhamento médico adequado. Bater de frente com o doente, enfrentando-o e até mesmo sabotando seus rituais também não é uma boa ideia e pode até mesmo piorar alguns sintomas. Algumas atitudes que ajudam os pacientes com TOC e que deveriam ser adotadas por familiares e amigos são:

  • Encorajar o paciente a enfrentar a situação e lutar contra os impulsos ritualísticos;
  • Lembrar que a ansiedade e aflição são passageiras e diminuem à medida que o problema é enfrentado;
  • Responder as perguntas de maneira sincera e uma única vez. Os portadores de TOC são extremamente inseguros e isso faz com que acabem perguntando a mesma coisa várias vezes;
  • Explicar que é impossível ter certeza absoluta sobre muitas coisas na vida, e que é preciso aprender a conviver com a sensação de nem sempre estar totalmente seguro das coisas;
  • É possível usar alguns lembretes de forma bem humorada e sem magoar o portador de TOC, como por exemplo: “você não precisa …”, “nem o Banco Central é tão seguro”, “Olha o TOC!”;
  • Não deixe de informar ao indivíduo quando algo está passando dos limites, como o medo ou os rituais exagerados;
  • É preciso ser firme sem ser autoritário, especialmente quando o assunto é seguir as recomendações do terapeuta. Alguns exemplos que podem ser seguidos são: “já respondi sua pergunta e não vou responder de novo porque combinamos isso com seu terapeuta”, ou então “vou fechar o registro do chuveiro daqui a cinco minutos, porque foi esse o combinado e você sabe que é para o seu bem”;
  • Os horários para os compromissos devem ser bem determinados. É preciso ficar combinado o tempo de tolerância, caso o indivíduo acabe se atrasando. Quando o horário determinado passa, é preciso cumprir o combinado e ir embora;
  • Peça para a pessoa avisar quando estiver prestes a realizar um ritual e permaneça ao seu lado até o impulso diminuir. Nesses momentos é preciso conversar sobre o problema, estimulando a pessoa a resistir, sem pressioná-la.

Conheça alguns mitos e verdades sobre TOC.

É fundamental oferecer apoio e ser firme, sem ser autoritário. (Foto: divulgação)

O Transtorno Obsessivo Compulsivo é um problema capaz de repercutir em toda família do indivíduo. É muito importante que as pessoas mais próximas saibam como lidar com o portador de TOC, pois adotar uma postura errada pode acabar piorando o quadro clínico e contribuindo para a perpetuação do problema.

Top