Carne vermelha pode ser saudável para o coração, diz estudo

A ingestão de carne vermelha magra pode fazer bem ao coração, da mesma forma que a carne branco, segundo um estudo divulgado, no American…

Imagem: (Foto Divulgação)

A ingestão de carne vermelha magra pode fazer bem ao coração, da mesma forma que a carne branco, segundo um estudo divulgado, no American Journal of Clinical Nutrition. Na pesquisa, os especialistas confrontaram a ingestão de carne vermelha e desvendaram que, quando há controle de gordura saturada, os números de colesterol podem ser abatidos.

O guia Abordagens Dietéticas para Prevenir a Hipertensão, recomendado pela Associação Americana do Coração, é aconselhado para a diminuição do colesterol e das oportunidades de doenças cardíacas. A dieta é baseada no consumo de peixes e aves, mas não muita carne vermelha. “A dieta do DASH é atualmente o padrão ouro para recomendações dietéticas contemporâneas”, diz Michael Roussell, consultor de nutrição e um dos autores do estudo.

De acordo com a especialista, esse guia alimentar destaca alimentos de proteína vegetal, peixes, aves e baixas quantidades de carnes vermelhas – o que leva a crença de que a carne vermelha deve ser restringida em uma dieta saudável. “Nossa pesquisa demonstra, no entanto, que quando há o controle dos níveis de gordura saturada e a escolha por carnes magras, é possível incorporar essa carne em uma dieta saudável.”

Pesquisa

Foram avaliadas três tipos de dietas igualmente reduzidas em gordura saturada: a dieta DASH, a BOLD (carne vermelha magra) e a BOLD+ (carne vermelha magra, com aditamento de proteína). A proteína acrescentada na última dieta incluía mais carne. A dieta controle tinha: 12% de gordura saturada ao dia (duas vezes mais que as outras três), 20 gramas de carne vermelha. A dieta DASH contava com 29 gramas de carne, a BOLD 114 gramas e a BOLD+ 153 gramas.

A pesquisa foi iniciada com 42 voluntários, todos em nível alto de colesterol, porém somente 36 foram até o fim. Todos sustentaram a média do peso corporal. Cada voluntário ingeriu cada uma das quatro dietas durante cinco semanas, com o tempo de uma ou duas semanas nos espaços entre elas para comer o que quisessem. Amostras de sangue foram extraídas no começo e no final de cada intervalo.

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Em média, os voluntários tiveram uma diminuição do colesterol total e do ruim nas três dietas. O total diminuiu cerca de 4% na dieta DASH e na BOLD, e em 5% BOLD+. Já o colesterol ruim diminuiu 5% na BOLD, cerca de 4,5% na BOLD+ e 6% na DASH. “Esse foi o primeiro estudo controlado que demonstrou um aumento no consumo de carne vermelha magra com controle da gordura saturada, no contexto de uma dieta saudável para o coração”, diz Roussell.

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