Ansiedade: Aprenda a Controlar e Quais são os Tratamentos

Ansiedade: uma palavra e uma sensação mais do temida nos dias atuais. Tão falada que parece ter se tornado uma inimiga da sanidade mental. Não deveria ser necessariamente assim, mas já faz algum tempo desde que a ela deixou de ser simplesmente uma reação natural de nosso organismo para ganhar o status de um dos males dos tempos modernos. Nossa rotina envolve muitas tarefas  cobranças que devem ser executadas de forma rápida e prática. A pressa tornou-se uma epidemia e tem levado uma sensação o que deveria ser benéfica – em certa medida – a tornar-se uma doença.

Segundo entrevista de Karina Haddad Musa, psicóloga e psicoterapeuta cognitiva comportamental para a revista Bons Fluidos, a ansiedade é uma resposta adaptativa do organismo frente a um sinal de ameaça, sendo ela real ou imaginária. De acordo com suas palavras, o limite é ser uma ansiedade imediata ou de curto período, pois desta forma ela é necessária e vital para a sobrevivência. O problema acontece quando isso se prolonga de forma indefinida, transformando-se em ansiedade crônica: capaz de gerar grandes males a nossa saúde.

Consequências da ansiedade crônica:


Karina Haddad explica que os efeitos típicos de uma ansiedade fora de controle seriam a tensão, dores no corpo, sensação de vazio no estômago, falta de ar, esgotamento, aumento da transpiração, aperto no tórax e descompasso no batimento cardíaco. Podem ainda resultar em outros problemas ainda mais sérios como estresse agudo, ataque de pânico e transtorno obsessivo-compulsivo. Ou seja: uma bomba relógio para nossa saúde e que deve ser tratada para que não chegue a tal ponto.

Como tratar a ansiedade?

Existem diversas formas de tratar a ansiedade, desde técnicas relativamente simples até um acompanhamento mais efetivo. Confira algumas delas:

Pratique exercícios físicos: De acordo com Adriana de Araújo, psicóloga clínica e hipnoterapeuta ericksoniana, em entrevista ao portal Uol, a prática de atividade física eleva a produção de serotonina, uma substancia que aumenta a sensação de prazer. Para ela, caminhar por pelo menos 30 minutos três vezes por semana já é uma ajuda na hora de lidar com a ansiedade.

Controle sua respiração: Segundo informações do blog Escola Psicologia, a respiração sofre profundas alterações durante as crises. Como respiramos mais rápido, isso pode provocar sensações como tontura, falta de ar, rigidez e até dormência e provocando mais pânico. Portanto respire profundamente pelo diafragma: isso pode minimizar os problemas e acalmar.

Não dê espaço para os pensamentos negativos: Ainda em entrevista concedida ao portal Uol, a psicóloga Adriana de Araújo afirma que é preciso evitar os pensamentos negativos e catastróficos. Muitas vezes  a pessoa ansiosa está superestimando o grau de responsabilidade que se tem dos fatos e subestimando o nosso grau de controle. Portanto tente substituir o pensamento negativo por outro positivo, confrontando-o.

Estabeleça limites: Em matéria publicada na revista Ana Maria, a indicação é de que é preciso ter noção de seus próprios limites e desse modo evitar a sobrecarga. Deste modo é possível fazer um planejamento que deixe seu cotidiano mais simples.

Terapia: A orientação vem da revista Boa Forma, que indica a terapia cognitivo-comportamental como sendo uma das mais usadas no tratamento da ansiedade. O resultado não necessariamente será rápido mas com certeza proporciona muitos benefícios.

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