Alergia e intolerância alimentar: qual a diferença

Muitas pessoas confundem ou mesmo desconhecem as diferenças entre a alergia e a intolerância alimentar. A principal diferença entre elas é que a alergia…

Por Editorial MDT em 22/02/2012

A intolerância à lactose é um dos problemas mais comuns.

Muitas pessoas confundem ou mesmo desconhecem as diferenças entre a alergia e a intolerância alimentar. A principal diferença entre elas é que a alergia alimentar, ou hipersensibilidade ao alimento, se trata de uma resposta do sistema imunológico a uma determinada proteína contida no alimento. Já a intolerância alimentar se trata de uma resposta exagerada do organismo causada pelo consumo de determinados alimentos, porém não há a participação do sistema imune nessa resposta.

Alergia alimentar é o mesmo que hipersensibilidade ao alimento

O termo alergia é utilizado para descrever uma reação imunológica a algo que é considerado estranho pelo organismo do indivíduo (denominado alérgeno). Em relação a alergia alimentar, o que é estranho ao organismo é uma proteína existente no alimento, que para a maioria da população é algo inofensivo. 

Principais responsáveis

Dentre todos os alimentos que podem manifestar a alergia, os principais são:

  • leite de vaca;
  • Farinha de trigo;
  • Ovo;
  • Amendoim;
  • Frutas;
  • Vegetais;
  • Castanhas;
  • Peixes;
  • Frutos do mar. 

Fatores de risco 

Os principais fatores que estão relacionados ao aparecimento de uma resposta exagerada do organismo ao alimento são:

  • História familiar positiva para alergias;
  • Sensibilização precoce ao alimento – antes dos primeiros anos de vida a criança não possui o trato gastrointestinal desenvolvido (maduro), por isso pode ocorrer mais facilmente uma sensibilidade ao alimento.

Quadro clínico 

Os principais sintomas apresentados por um indivíduo portador de alergia alimentar são:

  • Diarreia;
  • Cólicas abdominais;
  • Vômitos;
  • Náuseas;
  • Falta de apetite.

Diagnóstico

O diagnóstico de alergia alimentar é difícil e deve ser feito através de orientação médica. O principal método adotado, mesmo pelos especialistas, é a abstinência do consumo dos grupos alimentares suspeitos em causar o quadro clínico. Após um tempo, está indicada a reintrodução do alimento e, verificar se os sintomas retornam. Outro modo é através de uma avaliação cutânea. Nesse caso, ocorre a introdução de alguns alérgenos e, depois, a avaliação da reação do organismo em relação a eles.

Teste para saber a quais substâncias o organismo é alérgico.

Tratamento 

É importante ressaltar que a cura não existe, em casos crônicos. Porém o contrário pode ocorrer, quando se trata de uma alergia recente, denominada aguda. Sendo assim, o tratamento consiste na exclusão do alimento da dieta da pessoa.

Em alguns casos são utilizados medicamentos antialérgicos, responsáveis em combater os sintomas da alergia.

Intolerância Alimentar

Ao se tratar de intolerância alimentar, o que ocorre é uma resposta exagerada do organismo, porém não está envolvida com o sistema imunológico. Em muitas das vezes, a intolerância é ocasionada pela produção insuficiente ou ausente do organismo de enzimas digestivas. Um exemplo que podemos citar é em relação a intolerância ao leite de vaca. Nesse caso, o organismo não produz a enzima responsável pela metabolização do alimento, a lactase. 

Principais responsáveis

Os exemplos que podemos citar são vários:

  • Glúten;
  • Lactose;
  • Frutos do mar;
  • Corantes;
  • Conservantes;
  • Intensificadores de sabores

 Quadro clínico 

Os principais sintomas apresentados pela intolerância alimentar são:

  • Diarreia;
  • Cólicas abdominais;
  • Náuseas;
  • Vômitos. 

Diagnóstico

O diagnóstico geralmente é feito através da história clínica que inclui a história alimentar, assim como o exame físico e alguns exames laboratoriais.

Tratamento

O tratamento da intolerância alimentar se baseia na exclusão dos alimentos responsáveis em desenvolver os sintomas. Porem, para que isso seja realizado da melhor forma, é preciso ter um acompanhamento nutricional para substituir os alimentos que foram excluídos da dieta.

As manifestações são quase sempre gastrintestinais.

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