Videogame em excesso prejudica a saúde física e emocional

Crianças, jovens e até mesmo adultos costumam gostar de jogar videogame. Eles se rendem ao recurso tecnológico que proporciona bons momentos de lazer e…

Por Isabella Moretti em 20/08/2012

Crianças, jovens e até mesmo adultos costumam gostar de jogar videogame. Eles se rendem ao recurso tecnológico que proporciona bons momentos de lazer e entretenimento. No entanto, a atividade divertida deve ser dosada, pois caso contrário ela pode prejudicar a saúde física e intelectual.

Videogame em excesso compromete a saúde, a mente e a socialização do indivíduo. (Foto:Divulgação)

Estudos já comprovaram que o videogame em excesso prejudica o sono, gera dificuldades de aprendizado, causa sedentarismo e também pode se transformar em um vício. Muitos jogadores perdem o controle sobre os jogos eletrônico e vivem a mercê desta atividade, sem levar em conta outros aspectos importantes da vida.

Jogos eletrônicos em excesso causam prejuízos sérios

Em casos extremos de compulsão por jogos, as pessoas chegam a ser hospitalizadas após períodos intensos e longos na frente do videogame. No Reino Unido, um jovem morreu após jogar X-box por 12 horas sem parar. Outro caso surpreendente foi do adolescente taiwanês, que também se tornou uma vítima fatal do vício após passar 40 horas jogando Diablo 3.

Embora as fatalidades por causa de videogame sejam casos isolados e raros, o hábito requer cuidado para não comprometer a saúde física, mental e social. Os jogos eletrônicos representam uma ameaça principalmente para as crianças, que estão em fase de desenvolvimento.

Os jogos eletrônicos também possuem um lado positivo. Veja:  Os benefícios do videogame para as crianças

É necessário controlar o videogame para que ele não se torne um vício. (Foto:Divulgação)

Como o excesso de videogame compromete as crianças?

Desempenho do cérebro
De acordo com os especialistas, os momentos de diversão na frente do videogame devem ser dosados para que o desenvolvimento cognitivo não seja prejudicado.

Os dois hemisférios do cérebro precisam trabalhar, mas para isso é necessário fornecer estímulos. O lado esquerdo executa o pensamento lógico, enquanto o direito é responsável pelo senso criativo e sonhador. Quando a criança joga videogame compulsivamente, ela se priva do desenvolvimento de algumas habilidades importantes para o seu desempenho cognitivo.

Para favorecer o funcionamento do cérebro, os pais devem propor à criança que alterne as atividades do dia a dia. Por exemplo, ela pode jogar videogame, mas não deve abrir mão de brincar ao ar livre, de ler, conversar e desenhar. Desta forma, é possível trabalhar os dois hemisférios cerebrais.

Como as crianças estão em fase de desenvolvimento, os jogos eletrônicos podem comprometer o desempenho na escola e a interação social. (Foto:Divulgação)

Vida Social
Crianças viciadas em videogame normalmente apresentam dificuldades para se relacionar com as pessoas ou mesmo interagir com grupos sociais diferentes. Elas vivem a mercê de uma mídia que foi capaz de cativar emocionalmente, por isso, não sentem tanta necessidade de criar laços.

Além de apresentar dificuldades de socialização, a criança também pode acabar sendo influenciada pelos jogos eletrônicos. Por exemplo, quando ela entra em contato com um game violento e repleto de situações agressivas, pode ter o comportamento alterado em função da experiência ficcional.

É importante que na infância a criança aprenda a se relacionar através da fala, do olhar e do toque, indo muito além daquilo proporcionado pelo mundo virtual.

Saúde Física
Jogar patologicamente também compromete a saúde do corpo. A criança fica pré-disposta à obesidade, afinal, passa muito tempo diante do videogame não pratica exercícios físicos.  A mídia voltada para a diversão também pode aumentar as chances de coágulos sanguíneos que, dependendo da situação, são fatais.

Saiba mais: Crianças não se exercitam mais jogando vídeo game que exigem movimento

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