Tipos de pintas: como saber se são perigosas

Pode-se dizer que todas as pessoas têm pintas. Algumas delas já nasceram com o indivíduo e outras apareceram, ao longo dos anos. Nos dois casos, pode haver pintas que representam riscos à saúde e o pior deles é o câncer de pele. Apesar da divulgação sobre pintas perigosas, muita gente não dá a elas a devida importância. Mas algumas características permitem identificar a necessidade de acompanhamento médico. Veja como saber se as pintas são perigosas.

Pode-se começar, analisando as pintas em casa (Foto: Divulgação)

Pintas perigosas

Vale ressaltar que nem todas as pintas são perigosas. As pessoas têm uma média de 20 a 30 delas, espalhadas pelo corpo. Em geral, elas são redondinhas ou ovais, pequenas (até 6 mm) e podem não ser lisinhas, ou seja, pode-se senti-las, ao toque. Porém, quando são diferentes disso, é sinal de que podem não ser inofensivas.

Para analisar a periculosidade de suas pintas, vale usar a regrinha que os médicos chamam de ABCDE das pintas. As letras são iniciais de características com potencial de risco:

– A, de Assimetria: as pintas devem ser redondas ou ovais. Se elas não tiverem uma forma definida, é preciso ter atenção;

– B, de Bordas: pintas que têm bordas recortadas também não são um bom sinal;

– C, de Cores: se a pinta tem duas ou mais cores (marrom, castanho claro, castanho escuro) também é preciso estar atento;

– D, de diâmetro: o diâmetro normal de uma pinta é de até 6 milímetros. Isso seria equivalente, por exemplo, ao tamanho da ponta de um lápis comum. Pintas grandes, ou seja, que medem mais do que 6 mm podem não ser saudáveis;

– E, de Evolução: se o tamanho da pinta está mudando, ou seja, evoluindo, aumentando, também é preciso acompanhá-la.

Exemplos de pintas que indicam risco (Foto: Divulgação)

Vale lembrar que não é preciso que a pinta apresente todos estes sinais, ao mesmo tempo. Se ela tiver uma das características citadas acima, já é suficiente para a procura de um médico, que irá verificar se é uma pinta que indica câncer de pele ou o risco de desenvolver a doença, no futuro.

Caso a pessoa constate em seu corpo uma pinta que coça ou sangra, também é preciso ter atenção. Se a pinta não possui nenhuma das características do ABCDE, mas está coçando, pode ser que tal coceira não seja exatamente nela mas, sim, na pele. Neste caso, vale a pena hidratar a pinta e a pele ao redor, observando se a coceira diminui. Se persistir, é preciso consultar um dermatologista.

O tratamento para pintas perigosas, em geral, é feito com a remoção do sinal e isso pode ser feito no próprio consultório. O médico, ao analisar as pintas, poderá também propor um acompanhamento delas, se for o caso.

Como analisar uma pinta

O exame minucioso das pintas deve ser feito pelo médico (Foto: Divulgação)

A visita ao dermatologista, ao menos uma vez por ano, é muito importante. O médico fará um exame detalhado das pintas, chamado dermatoscopia. Pessoas que têm casos de câncer de pele na família, porém, devem fazer este exame a cada seis meses.

Para começar, você também pode fazer um autoexame e verificar pintas perigosas em potencial, em casa. Seguindo as orientações acima, olhe com atenção cada sinal em seu corpo. Nas partes onde você não conseguir visualizar bem, use um espelhinho que aumenta o reflexo da imagem. Caso encontre alguma pinta suspeita, procure um médico.

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