Tabagismo acelera degradação mental em homens, diz pesquisa

Uma pesquisa britânica, divulgada nesta segunda-feira (6) nos EUA, indicou que homens que fumam possuem maior degradação mental ao longo do tempo do que…

Por Editorial MDT em 07/02/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Uma pesquisa britânica, divulgada nesta segunda-feira (6) nos EUA, indicou que homens que fumam possuem maior degradação mental ao longo do tempo do que aqueles que nunca fumaram, todavia, a mesma associação causa-efeito não foi notado nas mulheres.

A análise aponta que as consequências do costume de fumar a longo prazo se demonstrem em detrimento de memória e inabilidade para conectar a experiência passada com as atuações do presente, assim como uma inclinação nas capacidades cognitivas gerais.

A pesquisa acompanhou por meio do serviço civil britânico pouco mais de  4.990  homens e 2.000 mulheres com idade média de 56 anos, por cerca de 25 anos. Os pesquisadores evidenciaram sua condição de fumantes seis vezes neste intervalo e os submeteram a uma série de atividades cognitivas.

Eles divulgaram que o tabagismo esteve associado a uma breve diminuição na habilidade mental em todos os exames mentais entre homens que fumavam em relação com aqueles que não fumavam.

“Nossos resultados mostram que a associação entre tabagismo e cognição, sobretudo em idades mais avançadas, parece estar subestimado devido ao risco maior de morte e abandono entre os fumantes”, destacou a pesquisa, comandado por Severine Sabia, do University College de Londres.

Os homens que largaram o cigarro nos primeiros 10 anos depois de iniciado a pesquisa ainda permaneciam em maior risco de degradação mental, mas a longo prazo eles não evidenciaram os mesmos níveis de degradação.

“Este estudo põe em manifesto que fumar é nocivo para o cérebro”, afirmou Marc Gordon, chefe de neurologia do hospital Zucker Hillside em Glen Oaks, Nova York.”Na metade da vida, fumar é um fator de risco modificável, com um efeito mais ou menos equivalente a 10 anos de envelhecimento na taxa de deterioração cognitiva”, finalizou.

As descobertas serviram para explicar o envelhecimento da população mundial, com 36 milhões de casos de demência no mundo inteiro, um número que duplicará a cada 20 anos, de acordo com as análises, disseram os pesquisadores.

O porquê as mulheres não indicaram a mesma associação entre tabagismo e envelhecimento mental não ficou evidente, apesar dos autores terem advertido que o menor tamanho da porção e o maior número de cigarros fumados pelos homens em relação com as mulheres poderiam ser fatores contribuintes.

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