Pessoas mais velhas lidam melhor com o divórcio, diz estudo

Uma pesquisa administrada pela Universidade de Michigan nos Estados Unidos, revelou que o divórcio gera mais problemas de saúde em jovens do que em…

Por Editorial MDT em 16/02/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Uma pesquisa administrada pela Universidade de Michigan nos Estados Unidos, revelou que o divórcio gera mais problemas de saúde em jovens do que em pessoas mais velhas, possivelmente porque a experiência proporciona mais amparo para suportar o estresse da separação. A pesquisa foi divulgada na revista médica Journal Social Science & Medicine.

A pesquisa analisou relatórios de saúde de 1.292 indivíduos que participaram de um estudo conduzido em nível nacional nos EUA, Americanos Mudando de Vida (em inglês, American’s Changing Lives). Ela avaliou o estado de saúde dos indivíduos que haviam continuado casados durante 15 anos, e que haviam se divorciado a pouco tempo.

Aqueles que se separaram entre 35 e 41 anos apresentaram mais problemas de saúde do que aqueles que se divorciaram entre 44 e 50 anos. Os dois grupos apresentaram mais problemas de saúde do que os que haviam continuado casados.

De um ponto de vista geracional, aqueles que haviam nascido numa geração anterior, sentiram menos impacto, do que aqueles que haviam nascido posteriormente. A descoberta surpreendeu e socióloga e autora da pesquisa, Hui Liu. “Eu esperava que o divórcio fosse menos impactante entre pessoas mais jovens porque é uma situação tão mais comum entre elas”

Por outro lado, como a pressão para casar e continuar casado era muito maior nas gerações anteriores, aqueles que conseguiam se separar e se livrar de ocasiões de extrema infelicidade, ajuda a explicar a sensação de conforto com o término do casamento, sugeriu a especialista.

De modo geral, os indivíduos que haviam se divorciado durante o andamento do estudo, adoeceu mais rápido do que aqueles que continuavam casados. Todavia, o estado de saúde dos indivíduos que permaneceram separados durante todo o andamento da análise não apresentaram índices diferentes daqueles que continuaram casados durante o mesmo intervalo.

 “Isso sugere que não é o fato em si de estar divorciado ou estar casado que afeta a saúde. É o processo de transição, a passagem do casamento ao divórcio que é estressante e danosa para a saúde”, declarou a socióloga.

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