Papa Bento XVI quer nova evangelização na Europa

Fatos, acontecimentos e percepções levaram os representantes do Vaticano chegarem a uma conclusão: a Europa está se descristianizando. A primeira reação dada diante de…

Fatos, acontecimentos e percepções levaram os representantes do Vaticano chegarem a uma conclusão: a Europa está se descristianizando. A primeira reação dada diante de tal situação foi quando em setembro de 2010 o Papa Bento XVI declarou que o Ocidente precisava de uma “nova evangelização”. A afirmação é válida e decorrente da fraqueza da igreja, que vem se tornando uma minoria.

Em junho de 2010 Bento XVI divulgou planos para um novo ministério, a fim de revigorar a religião, porém nada sobre a estrutura, metas e conteúdos foram anunciados. O que naquele mês Bento queria era encontrar uma forma de aprimorar e reafirmar a igreja, sentia que isso era preciso, mas não sabia ainda o que fazer exatamente. Por fim, um ano depois da criação do novo ministério, o conselho pontifical busca reagir, objetivando reconquistar alguma influência no continente que no passado tinha como posse.

Um dos fatores que levou a decisão de tentar virar o tabuleiro foi a visita de Bento a Alemanha. A visita foi precedida por um livro do sociólogo Andreas Puttman: “Gesellschaft ohne Gott” (Uma sociedade sem Deus). Título este que descreve o cenário na Alemanha, tornando-o desapontador, no qual grande parte da população não leva mais em consideração princípios religiosos católicos.

O jornal do Vaticano “Osservatore Romano” do dia 20 de setembro de 2011 mostrou que há mais mulçumanos praticantes que católicos praticantes na França. Mais um fator de controvérsia é a desconexão entre o Vaticano e outros governos europeus quanto ao tratamento e soluções dadas aos escândalos de abuso sexual.

Tais desentendimentos levou Rino Fisichella, ex-reitor da Universidade Lateranense, do Vaticano, a planejar reuniões e iniciativas. A busca por informações e dados concretos parecem ser essenciais para montar um mapa ocidental, encontrar as lacunas e estabelecer a melhor estratégia de instauração. Diante de um exército enfraquecido e desorientado pelo secularismo (política de separação entre a igreja e o Estado), afetado por escândalos de abusos sexuais e concorrendo com cristianismo evangélico e islã, Fisichella lembra que o catolicismo deve ser feito por si próprio. Cabe a cada um que acredita disseminar e lutar pela religião.

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Um projeto foi instituído, o “Missão Metrópole”, previsto para declarar uma data religiosa que reúna e unifique 12 grandes cidades europeias em 2012. Qual a finalidade? Talvez mostrar que a igreja ainda tem força e sua existência não acabará de uma hora pra outra. Motivar e unir tribos de católicos de nações diferentes pode ser uma solução.

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