Oscar Maroni Filho é condenado a mais de 11 anos de prisão.

Oscar Maroni Filho é condenado a mais de 11 anos de prisão.

Foi condenado na última segunda-feira (3), a 11 anos e oito meses de prisão, o empresário Oscar Maroni Filho por favorecimento e promoção da…

Por Redacao em 06/10/2011

Foi condenado na última segunda-feira (3), a 11 anos e oito meses de prisão, o empresário Oscar Maroni Filho por favorecimento e promoção da prostituição e manutenção de local destinado a encontros libidinosos, ou seja, com atos sexuais e derivados. A decisão é da 5ª Vara Criminal de São Paulo. A sentença foi dada na sexta-feira (30), porém divulgada apenas na segunda.

Oscar é dono da boate Bahamas e de um prédio na Moema, na Zona Sul de São Paulo. Era em sua boate, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que aconteciam encontros libidinosos e também servia de local de trabalho para garotas de programa. “Os encontros eram realizados nas suítes disponibilizadas no estabelecimento, que fazia desses encontros sua principal e ‘bastante lucrativa’ atividade econômica”, diz o texto divulgado.

A jornada diária de oito horas deveria servir para atender diversos clientes, de acordo com a denúncia. As mulheres eram fiscalizadas integralmente para não perder muito tempo nos programas, que valiam R$ 300 cada.

Na denúncia também consta que promoveu o concurso “Miss garota de programa”, no qual a vencedora ganhava uma viagem para Las Vegas.

Além de Oscar, outras 5 pessoas foram denunciadas por formação de quadrilha, tráfico de pessoas e envolvimento no caso.

O empresário deverá ficar preso por 11 anos e oito meses, em regime inicial fechado, como diz a condenação concedida pela juíza Cristina Ribeiro Leite.

Leia um trecho da sentença:

“durante décadas Oscar Maroni Filho fez da exploração da prostituição alheia a fonte de sua fortuna, transformando-a em negócio que gerava R$ 1 milhão por mês. Iniciando com uma casa de massagens, logo teve várias delas, e dali para o Bahamas, prosseguiu empregando toda sua energia no aprimoramento, divulgação, seleção e ampliação de seu ‘prostíbulo-balneário’, passando, por fim, ao incentivo do meretrício ‘virtual’ com o ‘Cyber Bahamas’, tornando-se proprietário de quase uma quadra das regiões nobres da capital, onde erigiu um prédio de 11 andares com ligação subterrânea para as instalações de seu prostíbulo. E tudo isso foi por ele feito com enorme desfaçatez, comparável talvez apenas a sua vaidade. Tornou seu lupanar uma casa de fama nacional, divulgando-a até mesmo em programas televisivos e reportagens na mídia falada e impressa”

Oscar Maroni Filho poderá recorrer da decisão e responder em liberdade.

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