Nova técnica elétrica atenua sintomas do Parkinson

Cientistas americanos publicaram os primeiros efeitos de análises clínicas apontando que a estimulação profunda do cérebro com corrente sucessiva – um dos tratamentos cirúrgicos…

Por Editorial MDT em 18/01/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Cientistas americanos publicaram os primeiros efeitos de análises clínicas apontando que a estimulação profunda do cérebro com corrente sucessiva – um dos tratamentos cirúrgicos realizados em indivíduos com Parkinson – foi eficaz na melhora dos sintomas dos indivíduos com diagnóstico avançado. As decorrências foram publicadas na versão online da revista The Lancet Neurology.

A estimulação profunda do cérebro é um método já usado no tratamento de indivíduos com a Doença de Parkinson e, mesmo que não cure o doença, pode atenuar os sintomas mais frequentes, como inaptidão motora, agitações e movimentos involuntários.

A estimulação pode ser realizada com corrente sucessiva, que manda impulsos elétricos aos neurônios. Apesar de ter se mostrado eficaz em análises, nenhuma pesquisa tinha antes advertido seu grau de segurança. Este estudo, que também foi feito por outros 14 centros médicos, avaliou exatamente a segurança e a eficácia desse procedimento.

Pesquisa

Foram selecionados 136 indivíduos diagnosticados com a doença há pelo menos cinco anos quando a pesquisa começou. Todos foram operados e receberam um implante de eletrodo. Em seguida, eles foram espalhados em dois grupos: um que começou a receber estimulação profunda no cérebro por corrente sucessiva logo depois da operação e outro que só teve o procedimento iniciado três meses depois. Todos, foram acompanhados de perto ao longo do experimento.

Durante os doze meses do estudo, todos os indivíduos expuseram efeitos positivos e passaram por extensos períodos de controle efetivo dos sintomas. No entanto, o período sem os sintomas da doença foi maior, naqueles que logo receberam o estímulo. Os participantes também descreveram uma melhoria de qualidade em suas tarefas diárias, mobilidade, conforto físico e apoio social.

“Acho que é seguro dizer que, desde que o tratamento dopamina surgiu, na década de 1960, a estimulação profunda do cérebro tem sido o maior avanço para os pacientes com sintomas da Doença de Parkinson”, afirma Michael S. Okun, coordenador da pesquisa. “Esse estudo valida o uso de leves correntes elétricas entregues a estruturas específicas do cérebro, a fim de melhorar os sintomas da doença em pacientes com sintomas avançados”.

Para o especialista, seu estudo registra um desenvolvimento no avanço da tecnologia de estimulação profunda do cérebro. “Na minha opinião, vamos ver, ao longo dos próximos dez anos, uma corrida para construir dispositivos cada vez melhores. E esta evolução irá ajudar, além dos pacientes com a Doença de Parkinson, todos aqueles com outras doenças neurológicas”.

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