Nanorrobô combinados com DNA conduz substâncias a células

Imagine depositar uma substância sobre um robô microscópico e ele conduzi-la para uma célula exclusiva do corpo. Especialistas da Universidade de Harvard, nos Estados…

Por Editorial MDT em 17/02/2012

As pernas do nanorrobô consolidam-se em ligações químicas sobre uma espécie de trilho, também compostos por DNA. Estas ligações são controladas por luzes de diversas cores. (Foto Divulgação).

Imagine depositar uma substância sobre um robô microscópico e ele conduzi-la para uma célula exclusiva do corpo. Especialistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, construíram um nanorrobô, utilizando DNA capaz de realizar este fenômeno impressionante. O estudo foi publicado no início da semana na revista científica Science.

“A nanotecnologia de DNA é um método simples e poderoso para criar formas específicas com dimensões nanométricas. Nosso trabalho usou esta técnica para construir um dispositivo que pode chegar até células específicas e entregar ‘cargas’ na superfície delas”, explicou Shawn Douglas, um dos autores do estudo.

“Esperamos que este trabalho seja um passo adiante na criação de aplicações práticas para uma tecnologia que até hoje não mostrou ter muita utilidade fora do laboratório”, completou.

No estudo, os pesquisadores conseguiu depositar células de ouro e porções de anticorpos fluorescentes sobre o nanorrobôs de DNA e fazer com que eles proporcionassem o aditivo para células em um meio de cultura em laboratório. Estes nanorrobôs podem ser esquematizados, por exemplo, para rebater as proteínas particulares presentes em células, entregando seu aditivo apenas quando os localizasse.

“Esperamos que este dispositivo sirva de base, no futuro, para terapias inteligentes capazes de atingir e matar células cancerígenas sem os efeitos colaterais dos tratamentos tradicionais contra o câncer”, afirmou Douglas.

O próximo passo, agora, será ampliar a fabricação os nanorrobôs.  “Assim poderemos começar testes em animais. Será necessário também redesenhar o nanorrobô. O projeto atual dele provavelmente sumiria da corrente sanguínea em minutos se fosse injetado em um camundongo”, ponderou Douglas.

Top