Ministro do Esporte perde o poder e Dilma assume a Copa 2014

O ministro do Esporte, Orlando Silva, passou os últimos meses ocupado com o cumprimento de dois eventos importantes e de grande repercussão internacional –…

O ministro do Esporte, Orlando Silva, passou os últimos meses ocupado com o cumprimento de dois eventos importantes e de grande repercussão internacional – o da Copa do Mundo de 2014 e o da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. No entanto, suas chances de continuar a exercer esses preparativos, acabaram. Enfraquecido no governo e abatido na relação com a Fifa, o ministro continua no Ministério, porém a Copa de 2014 não o pertence mais.

A presidenta Dilma Rousseff, decidiu que o ministro não será mais o interlocutor da direção nas relações da Copa de 2014 e na tramitação da Lei Geral da Copa no Congresso. Todas as decisões referentes à Copa ficarão nas mãos da presidenta e da dirigente da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Apesar de não estar decidido o futuro do ministro do Esporte, é certo que Orlando Silva já perdeu poder. Mesmo que não tivesse sido envolvido no escândalo, o ministro já corria o risco de ser deixado para segundo plano, pois, a presidenta não estava realizada com o seu trabalho. De acordo com a revista Veja, o ministro, desde o governo de Lula chegou a ser considerado carta fora do baralho, quando Dilma montou seu grupo.

O ministro permaneceu no governo, mas a realidade é que nunca teve grande prestígio junto a Dilma. Na segunda-feira (17) a presidenta em sua viagem a Pretória, na África do Sul, ficou irritada com o que havia lido na imprensa, e chegou a ligar para o ministro para saber quem havia dito que ela consentia o trabalho do titular do Esporte. Na realidade ela consentia apenas as primeiras explicações em relação as denúncias de corrupção.

A presidenta nunca quis se aproximar do instituto que organizava o futebol brasileiro, já que este exigia privilégios que ela não pretende conferir. Percebendo que poderia perder o cargo, já que as relações estavam cada vez mais amargas entre ela e Ricardo Teixeira, o chefe da CBF, o ministro decidiu mudar de atitude. Até que ajudou a presidenta a convencer o ex-jogador de futebol Pelé a assumir o papel de embaixador honorário do Brasil na Copa do Mundo.

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