Mata Atlântica já perdeu 88% de seu território, diz IBGE

Mata Atlântica já perdeu 88% de seu território, diz IBGE

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou nesta semana o estudo IDS (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável) 2012, onde revela o retrato do…

Por Editorial MDT em 19/06/2012

Segundo o estudo 88% do território original da Mata Atlântica está devastado

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou nesta semana o estudo IDS (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável) 2012, onde revela o retrato do desmatamento no Brasil. Esta é a primeira vez que o órgão divulga relatórios de desmatamento de todo o território brasileiro.

O trabalho aponta que 88%  do território original da Mata Atlântica está devastado. A área devastada ultrapassa  1,12 milhão km² – mais que toda a região Sudeste. As informações se referem ao ano de 2010. Em seguida aparece o Pampa gaúcho, com 54% de sua área original devastada, 177,7 mil km² até 2009.

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O desmatamento do Cerrado, atingiu a 49,1% em 2010. Já a caatinga perdeu 45,6% de seus 826,4 mil km² originais. O Pantanal é o território mais conservado, com 15% de desmatamento, 150,4 mil km². O relatório se refere a 2009.

O estudo do instituto chama a atenção para  o fato de que o desmatamento, além dos detrimentos ao solo, aos recursos hídricos e às espécies de fauna e flora, eleva as emissões de gás carbônico na atmosfera.

“O monitoramento dos biomas brasileiros torna-se indispensável não só para sua preservação como para qualquer tipo de intervenção ou lei que pretenda regular o uso dos recursos naturais no Brasil. A partir dos levantamentos de desmatamentos e áreas remanescentes, o Brasil saberá onde estão as áreas que precisam ser recuperadas e as que poderão servir às atividades econômicas, sem abertura de novas áreas”, diz o relatório.

Doenças

O desmatamento do Cerrado, atingiu a 49,1% em 2010.

Além do detrimento, as más condições de moradia, desigualdades raciais e regionais e o aumento das emissões de gases do efeito estufa, que dificultam o caminho do desenvolvimento sustentável, a redução da pobreza, da desnutrição infantil e do uso de substâncias nocivas à camada de ozônio, por outro lado, são indicadores positivos de sustentabilidade.

Apesar do abatimento das internações, houve diversas oscilações e aumento dos casos entre 2009 e 2010. Entre as enfermidades transmitidas por insetos, houve um aumento de 36,4 por cem mil habitantes em 1993 para 54 por cem mil em 2010.

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Nas residências brasileiras, a maior dificuldade é o saneamento básico, inexistente em três de cada dez residências. As internações por enfermidades associadas ao saneamento teve queda de 732,8 por cem mil em 1993 para 320,6 por cem mil em 2010.

“O desmatamento e as condições sanitárias inadequadas de parte da população, aliados ao alto índice pluviométrico e à extensão da rede de drenagem, estão entre os fatores que favorecem a transmissão de doenças transmitidas por insetos vetores na Região Norte”, diz a pesquisa do IBGE, advertindo que 99,5% dos casos de malária sobrevêm na Amazônia Legal.

Todavia, a pesquisa ressalta que “o fluxo migratório dessa região para Ceará, Bahia e Rio de Janeiro tem levado surtos de malária a esses Estados”. A análise ainda destaca o acréscimo dos casos de dengue nos últimos tempos.

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