Quase metade dos habitantes da Amazônia vive abaixo da linha de pobreza

Segundo um estudo do Articulação Regional da Amazônia (ARA) publicado ontem (16) durante o Fórum Amazônia Sustentável, em Belém (PA), quase metade da população…

(Imagem: Foto divulgação)

Segundo um estudo do Articulação Regional da Amazônia (ARA) publicado ontem (16) durante o Fórum Amazônia Sustentável, em Belém (PA), quase metade da população Pan-Amazônia, está abaixo dos níveis de pobreza, a região é habitada por 34,1 milhões de pessoas.

O projeto agrupa informações sobre analfabetismo, mortalidade, desmatamento e outros nove países do Pan-Amazônia (Brasil, Equador, Bolívia, Peru, Guiana Francesa, Colômbia, Guiana, Suriname Venezuela).

A situação é mais crítica na Bolívia, onde mais de 50% da população que vive na amazônia, convive com menos de 0,75 dólar diário. Se esse país atendesse ao método da ONU para examinar pobreza extrema, a qual é de quase US$ 1 por dia, a porcentagem, certamente, seria ainda maior.

“A região amazônica é sempre a mais pobre em todos os países da Pan-Amazônica”, disse Adalberto Veríssimo, pesquisador da ONG Imazon e coordenador da coleta de dados no Brasil. Segundo ele, este tipo de mapeamento “sem fronteiras” é admirável, já que a preservação da floresta deve ser realizada em conjunto. “Isso está cada vez mais claro. Não adianta o Brasil preservar o rio Amazonas se a nascente fica no Peru”.

Atualmente, o Brasil responde por aproximadamente 72% das taxas anuais de desmatamento da floresta, acompanhado da Venezuela com 12,5% e pelo Peru com 6,5%. No entanto, de acordo com Veríssimo, há um problema na coleta de informações da região amazônica, já que a Bolívia, por exemplo, apenas realiza o levantamento de desmatamento a cada dez anos.

“Nós avançamos no monitoramento do desmatamento, inclusive por monitoramento paralelo [ao do governo], por pressão social”, enfatizou Marina Silva, a qual também participou do Fórum.

Top