Gentileza possui embasamentos genéticos, diz pesquisa

Segundo uma pesquisa conduzida por especialistas da Universidade Estadual de Oregon, nos Estados Unidos, a gentileza e o carinho estão ligados a certos genes…

Por Editorial MDT em 04/03/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Segundo uma pesquisa conduzida por especialistas da Universidade Estadual de Oregon, nos Estados Unidos, a gentileza e o carinho estão ligados a certos genes que podem ser rapidamente reconhecidos por estranhos. A mudança está associada com o gene receptor da ocitocina,  popularmente conhecido como “hormônio do amor” que geralmente se explana nas relações sexuais e estimula união e empatia. A pesquisa completa foi divulgada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Para a pesquisa foram selecionados 23 casais, cujas linhas genéticas eram reconhecidas pelos pesquisadores, mas não aos analistas. Foi solicitado que um dos companheiros contasse ao outro sobre um momento de sofrimento de sua vida. Os analistas deveriam avaliar o casal por 20 segundos, com o áudio desligado.

Na maioria dos casos, os analistas conseguiram identificar quem possuía o “gene da gentileza” e quem não possuía. “Nossas descobertas sugerem que até mesmo a variação genética mais sutil pode ter impacto tangível no comportamento das pessoas e que estas diferenças comportamentais são rapidamente notadas pelos demais”, explicou o principal autor da pesquisa, Aleksandr Kogan, estudante de pós-doutorado da Universidade de Toronto.

Nove entre 10 indivíduos avaliados como “menos confiáveis” pelos analistas possuíam a tradução A do gene, enquanto 6 dos 10 avaliados como os “mais pró-sociais” possuíam o genótipo GG. Os voluntários foram avaliados previamente pelos pesquisadores e  foram identificados como detentores dos genótipos GG, AG ou AA para o encadeamento de DNA do gene receptor de ocitocina (OXTR).

Os indivíduos com genótipo GG foram normalmente avaliados como os mais sociáveis, seguros e amorosos. Os detentores dos genótipos AG ou AA tenderam a dizer que se sentiam menos seguros de modo geral e possuíam menor suscetibilidade parental. Estudos anteriores já haviam advertido que essas pessoas ainda apresentavam um risco maior de desenvolver autismo.

“Nosso estudo questionou se estas diferenças são rapidamente detectáveis por estranhos – e os resultados demonstram que sim”, explicou Kogan. Ainda assim, nenhum traço genético pode presumir completamente o comportamento de um indivíduo. Além disso, é necessário realizar mais estudo para descobrir como esta mudança afeta a biologia comportamental.

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