Estudo mostra que otimismo pode ser um defeito no cérebro

Uma pesquisa feita por cientistas da University College London, mostra que indivíduos muito otimistas possuem um ‘defeito’ no lobo frontal do cérebro. Os pesquisadores…

Uma pesquisa feita por cientistas da University College London, mostra que indivíduos muito otimistas possuem um ‘defeito’ no lobo frontal do cérebro. Os pesquisadores buscavam uma resposta para existência do otimismo persistente, mesmo quando a realidade mostra informações negativas.

Eles chegaram a conclusão, através da pesquisa, que os indivíduos muito otimistas tendem aprender apenas a partir de coisas positivas do mundo. Em decorrência de erros no processamento de informações no cérebro, essas pessoas não conseguem modificar previsões otimistas.

19 indivíduos foram voluntários no trabalho. O estudo funcionou da seguinte forma:

Eventos pessimistas eram apresentados aos voluntários, como situações de roubos e diagnósticos de doenças. Enquanto as pessoas processavam a informação, os cientistas monitoravam as ações do cérebro. Por fim, as pessoas deviam dar uma estimativa da probabilidade daquele evento acontecer no futuro.

Em seguida, os estudiosos passavam a porcentagem científica para que o evento realmente acontecesse. Foram analisadas 80 situações por cada pessoa. Com base nas novas informações, os voluntários deviam apresentar uma nova estimativa.  Fora essa etapa, cada um teve que responder a um questionário, que media o nível de otimismo.

Foi encontrado, como resultado, dois tipos de situações. Primeiramente, aquela em que os voluntários modificavam para melhor a estimativa, como por exemplo, se o cientista perguntasse a chance média do indivíduo ter câncer no futuro, e a pessoa respondesse 30% e em seguida o pesquisador dissesse que na verdade era 20%, a pessoa alterava sua resposta para 20%. Porém se a informação fosse pior que o esperado, os dados passados pelos cientistas eram ignorados, como por exemplo, seguindo o mesmo caso anterior, se a pessoa dissesse 30% e o cientista 40%, o ajuste era muito menor.

Quando os dados são piores que o esperado, percebeu-se que quanto mais otimista, menor era a atividade do lobo frontal para refazer o cálculo, respondendo o porque dos participantes não considerarem as evidências apresentadas. Já quando a informação era melhor do que esperado, a atividade no lobo frontal era bem maior.

O otimismo possui vantagens e desvantagens. Beneficamente, ele reduz o stress e a ansiedade. Porém, pode trazer prejuízos, pois diminui as chances de tomar precauções.

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