Estudo mostra como álcool vicia

Uma recente análise divulgada no Science Translational Medicine, descobriu a estrutura do vício em álcool. Pela primeira vez, é confirmado que a endorfina (substância…

Por Editorial MDT em 09/02/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

Uma recente análise divulgada no Science Translational Medicine, descobriu a estrutura do vício em álcool. Pela primeira vez, é confirmado que a endorfina (substância responsável pelo prazer) é a principal razão do problema. A pesquisa foi conduzida pela Ernest Gallo Clinic e pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores descobriram também componentes do cérebro onde a substância é liberada. Até então, as análises só haviam evidenciado os feitos da bebida em animais, sem grandes descobertas. Segundo a análise, a endorfina é libertada nas accumbens, região associada ao prazer, e do córtex órbito-frontal componente do córtex pré-frontal responsável por ações cognitivas e de tomada de decisão.

As análises foram realizadas em dois grupos com 25 participantes, sendo 13 dependentes e 12 bebedores ocasionais. Eles se submeteram a tomografias para analisar a atividade cerebral durante a ingestão da bebida. Foi verificado que além do prazer, a bebida é capaz de transformar o cérebro daqueles que bebem regularmente, ocasionando cada vez mais prazer, e por consequência levando à dependência.

Os especialistas chegaram a esse resultado ao observar que, quanto maior a quantia de endorfina liberada no cérebro, maior era a percepção de prazer para os dois grupos. Todavia, quanto mais liberada, mais o grupo de dependentes ficava embriagado, fato que não aconteceu no grupo de bebedores ocasionais.

Essa achada pode ajudar na criação de novos medicamentos para tratar o alcoolismo. De acordo com os autores, o problema da  naltrexona, – medicamento atualmente usada contra a doença – é que ela não impede as substâncias prazerosas liberada somente pelo álcool,  o que faz muitos pacientes abandonarem o tratamento. Ao localizar onde a dependência começa, poderá ser mais simples descobrir um fim para ela.

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