Estrabismo: O que é, como tratar

O estrabismo é uma anomalia que causa a perda do paralelismo dos olhos e acomete cerca de 3% da população em todo o planeta,…

O estrabismo aparece principalmente na infância

O estrabismo é uma anomalia que causa a perda do paralelismo dos olhos e acomete cerca de 3% da população em todo o planeta, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de não causar muitas dores nos momentos iniciais, a doença costuma provocar constrangimentos, devido aos efeitos estéticos.

Conhecidos popularmente como “vesgos”, os portadores de estrabismo, se não tratados corretamente e a tempo, podem acabar tendo vários danos na visão, dependendo do tipo de estrabismo que possuírem. Em casos mais extremos, o estrabismo pode paralisar o desenvolvimento visual nas crianças e causar diplopia (imagem duplicada) nos adultos, comprometendo a prática de importantes funções e atividades, como dirigir e trabalhar. Esses fatores têm como consequência o aparecimento de dores de cabeça e náuseas, devido ao esforço feito para enxergar, e a perda do equilíbrio do corpo.

Causas

Ainda não se conhecem as causas exatas do estrabismo, mas acredita-se que ele esteja ligado a fatores hereditários, apesar de muitos estrábicos não possuírem histórico de casos na família. Além disso, o seu surgimento pode estar ligado a doenças como hipertireoidismo, diabetes e hidrocefalia.

Problemas que afetem o cérebro, que é responsável pelo controle dos músculos oculares, também podem causar o estrabismo, como paralisia cerebral, traumatismo craniano e tumor cerebral. Pessoas com Síndrome de Down apresentam com frequência a patologia.

Tipos

O desvio pode se apresentar de várias maneiras

O estrabismo pode se apresentar de várias formas, sendo os mais comuns o desvio divergente (para fora), convergente (um dos olhos se desvia para dentro) e vertical (um dos olhos fica mais baixo ou mais alto que o outro). Eles se dividem em:

– Intermitentes: é mais frequente nos estrabismos divergentes, com os olhos intercalando momentos de alinhamento e de desvio.

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– Constantes: quando o desvio é permanentemente notado. Podem ser monoculares (apenas um dos olhos se desvia) ou alternados (ora um olho se desvia, ora é o outro).

– Latentes: esse tipo só é verificado quando são feitos testes oculares.

Tratamentos

O tratamento mais simples inclui o uso de óculos para corrigir os desvios

O diagnóstico positivo para o estrabismo deve ser dado por um oftalmologista. Detectada a doença, o paciente pode ser tratado com o uso de óculos ou ter que encarar uma cirurgia para corrigir o desvio nos olhos (há casos em que os dois tratamentos são usados no mesmo paciente). A escolha depende do grau em que estiver o estrabismo e também da idade do portador.

Existem ainda outros tipos de tratamentos com colírios e exercícios visuais, para fortalecer a musculatura dos olhos e reprogramar algumas funções do cérebro ligadas à visão. Como a patologia costuma surgir principalmente na infância, é importante que os pais levem os filhos desde cedo ao oftalmologista.

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