Como Eles Cresceram! A Fase do Estirão

O crescimento é motivo de muita expectativa, mesmo as crianças que tem um ganho de altura normal ficam apreensivas quanto à  estatura que terão…

O crescimento é motivo de muita expectativa, mesmo as crianças que tem um ganho de altura normal ficam apreensivas quanto à  estatura que terão quando adultas. Isso é natural, mas cada pessoa tem o seu ritmo de crescimento e desenvolvimento, que é determinado pela herança genética e pelas condições sociais de seu meio. Por isso, são comuns termos em um grupo de meninos ou meninas, da mesma idade, alguns mais altos e outros mais baixos. O desenvolvimento físico normal, mais acelerado ou mais lento, divide-se em fases.

A espichada que toda criança tem ao entrar na puberdade é chamada “estirão de crescimento”. O primeiro ano de vida da criança é a fase em que ela mais cresce. Antes da puberdade, a criança ganha cerca de 5 a 6 centímetros de altura, por ano. Na época do estirão, a média anual de ganho é de 8 a 12 centímetros (cerca de 10 centímetros para os meninos e 9 centímetros para as meninas). Esse crescimento afeta todas as partes do corpo, mais isso não ocorre ao mesmo tempo.

No início, expandem-se o esqueleto (principalmente os membros inferiores e o troco), os músculos, os órgãos e os sistemas. A primeira parte do corpo que começa a crescer é o pé, e também a que completa o seu desenvolvimento em primeiro lugar. É comum que pais de adolescentes cheguem aos consultórios médicos preocupados com a lentidão do crescimento de seus filhos. Na maior parte das vezes, feita uma avaliação geral, o caso exige apenas paciência para que a natureza aja.

Em alguns casos de crescimento retardado, o médico deve observar o desenvolvimento dos caracteres sexuais e solicitar uma radiografia dos ossos do punho, para verificar se já ouve o “fechamento” das cartilagens. Trata-se da calcificação das estruturas flexíveis que recobrem as pontas dos ossos. A calcificação impede que o alongamento vertical dos ossos continue acontecendo dentro dos padrões normais.

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Além dos fatores genéticos, os problemas de crescimento podem estar associados a causas orgânicas ou individuais que englobam problemas relacionados ao esqueleto, ao sistema endócrino, digestivo e nervoso. É rara a falta de GH, o hormônio de crescimento, mas ela pode ocorrer principalmente em função de distúrbios nas glândulas hipófise e tireóide.

Crianças com baixíssima estatura e produção normal de GH vêm sendo tratadas com dose extra do hormônio de crescimento. Em alguns casos, o medico faz o tratamento com os hormônios sexuais em doses calculadas. Estudos da Universidade de Stanford, na Califórnia, mostram que doses exageradas do remédio, dificultam o crescimento final. Apesar de promissor, o tratamento para crescer ainda está longe de ser acessível a todos: o custo, fica em média, na faixa de 20 mil dólares por ano, no exterior.

Para se estimar qual será a altura da criança ou adolescente, quando adulto, um cálculo pode ser feito, para ter uma base:

No caso de meninos:

  • Adicionar 13 cm à altura da mãe;
  • Somar o resultado à altura do pai e dividir o resultado por dois.

No caso de meninas:

  • Subtrair 13cm da altura do pai;
  • Somar o resultado à altura da mãe e dividir o resultado por dois.

Obviamente que isso é apenas uma estimativa e depende de muitos outros fatores externos para que se confirme. Problemas com nutrição ou doenças crônicas, afetam diretamente o crescimento. Por isso, é importante não descuidar da alimentação e praticar uma rotina de atividades físicas e esportes que auxiliem no processo. É igualmente importante que se faça um acompanhamento desde cedo, com o pediatra, tentando evitar futuros problemas. No mais, paciência: uma hora, eles esticam!

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