Chery pretende acelerar implantação de fábrica em Jacareí

A chinesa Chery decidiu mudar seus planos e acelerar a implantação de sua fábrica em Jacareí, interior de São Paulo. A decisão acontece após…

Por Editorial MDT em 25/10/2011

A chinesa Chery decidiu mudar seus planos e acelerar a implantação de sua fábrica em Jacareí, interior de São Paulo. A decisão acontece após o decreto do governo que aumentou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 30% sobre carros importados.

De acordo com o presidente da Chery Internacional, Zhou Biren, a ideia é alcançar o índice de nacionalização exigido pelo governo brasileiro para se ver livre do aumento. Afirmou também que essa nacionalização serve para reduzir os próprios custos da montadora, já que ele seria muito alto quanto ao transporte de peças vindas da China. Sendo assim, a nacionalização da futura fábrica poderá superar os 65% exigidos.

Em contrapartida, o presidente da Chery Internacional, afirmou que gostaria de obter um prazo mais generoso para alcançar tal índice, especialmente por também estar estimulando suas fornecedoras de autopeças a se instalarem em território brasileiro, organizando assim o que chamam de parque industrial. O executivo chinês declarou que a visão da Chery sobre o Brasil é de longo prazo.

Para tentar negociar tais ajustes, está previsto um encontro entre o presidente da Chery do Brasil, Luis Curi e o ministro do desenvolvimento Fernando Pimentel, com a presença também de outras importadoras. O estimado pela empresa é de que seja necessário de três a quatro anos para o alcance da meta de nacionalização exigida por decreto. Destacou ainda que a montadora chinesa já conta com licença prévia e a licença de instalação deve sair dentro do prazo de 30 dias.

Os investimentos estimados para a nova fábrica são de US$ 400 milhões e a expectativa é de que ela possa operar antes do prazo previsto anteriormente, que era do segundo semestre de 2013.

Quanto ao aumento do IPI para carros importados, que estava em vigor desde 16 de setembro acabou suspenso na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal, e deverá voltar a vigorar somente em 15 de dezembro, quando completar o prazo de 90 dias da publicação do decreto original.

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