Casos de DST duplicam entre idosos na última década

O número de ocorrências de doenças sexualmente transmissíveis (DST) entre indivíduos a partir de 50 anos duplicou nos últimos dez anos. O índice aterrorizante…

Por Editorial MDT em 09/02/2012

Imagem: (Foto Divulgação)

O número de ocorrências de doenças sexualmente transmissíveis (DST) entre indivíduos a partir de 50 anos duplicou nos últimos dez anos. O índice aterrorizante foi divulgado recentemente em um editorial da revista médica Student BMJ. Entre as enfermidades que aparecem na lista de transmissões mencionadas pela pesquisa estão gonorreia, sífilis e clamídia.

Na pesquisa especialistas mencionam um estudo que aponta que 80% dos adultos entre 50 e 90 anos são sexualmente ativos. Dados indicam uma ampliação nos casos de sífilis, gonorroia e clamídia no Canadá, EUA e Inglaterra nos indivíduos entre 45 e 64 anos.

Existem ainda poucos estudos sobre as causas do aumento no número dessas doenças. Uma das teorias é de que ela se deva às alterações físicas. Além disso, alguns documentos apontam que os homens que consomem medicamentos contra a disfunção erétil possuem mais riscos de serem examinados com uma DST no primeiro ano de uso da droga.

Segundo os pesquisadores, os especialistas precisariam encorajar debates sobre sexo seguro, independente da idade do indivíduo. “O profissional não deve deixar de investigar infecções sexualmente transmissíveis em idosos.”

Brasil

No Brasil, o Ministério da Saúde não possui informações sobre o número de transmissões das DSTs, já que o relatório não é imprescindível. A única enfermidade a ter relatório é a Aids. De acordo com as informações do Boletim Epidemiológico Aids e DST/2011, realizada pelo Ministério, o índice de ocorrências recentes entre indivíduos a partir de 50 anos saltou de 2,707, em 2000, para 5.521, em 2010 – um acréscimo de 103%.

“Essas pessoas não estão acostumadas a usar camisinha, e quando a usavam era para evitar uma concepção indesejada, não uma DST”, afirma Jean Gorinshteyn, infectologista responsável pelo Ambulatório do Idoso do Hospital Emílio Ribas

Os homens são as principais vítimas. “A mulher normalmente tem uma baixa na libido com a menopausa. Já o homem, com a existência de drogas contra a disfunção erétil, acabam, muitas vezes, prolongando sua vida sexual”, diz o especialista.

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