Câmara faz acordo para colocar em votação Lei da Copa

Élida Santos 28/03/2012 Notícias

Marco Maia costurou um acordo com a oposição para colocar o projeto da Copa de 2014 em pauta (Foto: Divulgação)

Nesta quarta-feira, 28 de março, a Câmara dos Deputados deve votar a Lei Geral da Copa do Mundo de Futebol. O presidente da casa, Marco Maia (PT-RS) corrdenou um tratado que envolve os líderes do PSDB e do DEM, que são contra algumas partes da proposta do Governo Federal. ACM Neto (DEM-BA) e Bruno Araújo (PSDB-PE) tiveram um almoço com Maia na última terça-feira. À noite, o acordo foi anunciado. Horas antes os líderes da base do governo davam como certo a discussão sobre a Lei da Copa somente depois da Páscoa, ou seja, daqui a duas semanas.

A Lei da Copa deveria ser votada somente daqui a três semanas (Foto: Divulgação)

O encontro rendeu um acordo onde Marcos Maia conseguiu fazer com que os partidos de oposição ao projeto aceitassem colocar o assunto em pauta, porém não influi na decisão de cada parlamentar. A venda de bebidas alcoólicas nos estádios será um assunto debatido separadamente, devido às controvérsias de opiniões. O Código Florestal será colocado em pauta no mês de abril, como parte do acordo firmado. Essa votação era uma exigência da bancada que defende os produtores rurais.

Dilma Rousseff não vai participar da votação (Foto: Divulgação)

Semana passada a estratégia da base governista foi outra. Mesmo sem ter total apoio o governo impôs uma votação da proposta que cria normas para a realização o evento esportivo de 2014. A sessão foi derrubada, já que a maior parte dos partidos entrou em obstrução. PMDB, PR, PDT e PTB demonstraram insatisfação com a falta de comunicação e diálogo do governo, além da mudança dos quadros do partido na Esplanada dos Ministérios. A marcação da data de votação do Código Florestal, que o governo se recusou a marcar, também fez com que a Lei da Copa sofresse represálias.

O presidente da Câmara, Marco Maia, não vai estar na casa na votação dessa quarta-feira, 28 de março. Rose de Freitas (PMDB-ES), que é a primeira sucessora de Maia na listagem, comandará a sessão. Dilma Rousseff, que está na Índia, e de Michel Temer, que encontra-se em viagem na Coreia do Sul, não poderão participar da votação, o que pode causar um sentimento  de libertinagem com relação aos próprios aliados. Mesmo diante do acordo com os opositores ao projeto, aparentemente, os deputados mantêm a mesma opinião.

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