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Atualizado em 5 de julho de 2012, às 9:05 por Marília F. Silva
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Os jogos digitais vêm se expandindo como um instrumento para professores e aliados das aulas de educação física ao auxiliar alunos a conhecer novos esportes
433403 viol escolar dh Violência atinge 68% das escolas do Rio de Niterói e São Gonçalo Muitos educadores afirmaram terem sido atacados e ameaçados por estudantes.

Levantamento da UFF (Universidade Federal Fluminense) realizado com 13 escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro e 40 de Niterói e São Gonçalo, identificou a ocorrência de casos frequentes de violência em 68% das instituições analisadas, sendo que, em 85% delas não possuía psicólogos. Maus-tratos, discussão entre colegas e desentendimento com educadores foram os casos mais frequentes.

O estudo será apresentado hoje (23) durante o 3º Ciclo Internacional de Conferências e Debates. Dos 53% dos entrevistados que afirmaram existir violência na escola, 11% afirmaram que a ocorrência de casos violentos é alta e 31% afirmaram que a violência é baixa.

A partir dos dados qualitativos, que considera os mais proeminentes, é possível ressaltar que, mesmo nas instituições em que o nível de violência é dito como baixo,  informações apresentadas pelos próprios entrevistados contrariam a afirmação.

“Houve entrevistados que disseram que a violência era baixa e que o camburão da polícia só passava na escola de vez em quando”, disse a coordenadora da pesquisa, Marília Etienne Arreguy, doutora em saúde coletiva e professora  de psicologia do Departamento de Fundamentos Pedagógicos da Faculdade de Educação da UFF.

Entre as instituições analisadas, 45% eram estaduais, 35% municipais, 17% particulares e 3% federais. A coordenadora lamentou a ausência de profissionais de psicologia e de assistência social dentro das escolas, especialmente nas públicas, e concluiu que a crescente violência nessas instituições de ensino é agravada pela ausência de auxílio aos alunos, na sua maioria, pobres.

“Alguns funcionários riram quando perguntados se havia psicólogos nas escolas e respondiam que, se faltava professor, ainda mais psicólogos. Apenas uma escola pública, no Rio, tinha um contingente minimamente razoável de psicólogos”.

Segundo Marília, a maior parte dos estudantes analisados como violentos é conduzida para o serviço público de saúde e muitos parentes acabam não levando os filhos para a consulta com um psicólogo.“A violência é fundamentalmente social, contextual e humana. Essa agressividade inerente ao humano precisa ser trabalhada nas escolas para que ela não se transforme em violência e ajude o aluno a viver melhor. Esse trabalho não está sendo feito ou está sendo feito de modo ineficiente. Essas crianças estão sem assistência e acabam, muitas vezes, sendo medicadas, como se esse fosse apenas um problema do indivíduo”.

A professora censurou as linhas de análise e projetos “estigmatizantes” que focam na assimilação de crianças que sofrem bulling ou têm conduta violenta. “Claro que existem crianças e jovens com mais dificuldade na relação intersubjetiva, mas o problema é mais amplo, é uma questão da sociedade. A violência está sempre ligada à relação de poder, de subjugação de um sujeito em relação ao outro, ou mesmo é decorrente de formas de opressão institucionalizadas”.

A pesquisa ainda ponta que 73% dos profissionais entrevistados afirmaram ser a favor da assistência de um psicólogo atuando em parceria à educação. Muitos educadores afirmaram ter sido atacados e ameaçados por estudantes. “Precisamos de recursos públicos, concursos, mais psicólogos e assistentes sociais nas escolas, professor bem pago e trabalhando com satisfação”, observou Marília Arreguy.

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