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Atualizado em 5 de julho de 2012, às 9:05 por Marília F. Silva
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Os jogos digitais vêm se expandindo como um instrumento para professores e aliados das aulas de educação física ao auxiliar alunos a conhecer novos esportes
479579 Filho e Pai Video Game Educadores usam videogame para incentivar alunosSegundo os professores, os benefícios vão muito além do aprendizado.

 Habitualmente vistos como concorrentes da escola, jogos digitais vêm se expandindo como um instrumento para professores e aliados das aulas de educação física ao auxiliar alunos a conhecer novos esportes e, sobretudo,  driblar a carência de recursos para tratar de alguns fundos previstos no currículo escolar. Embora com advertências, os benefícios são atestados por pesquisadores.

Foi estudando procedimentos para sobrepor atividades como pulos e arremessos do atletismo que Daniel Veras, professor da Escola Estadual Oscar Thompson, em São Paulo, resolveu mudar – sem deixar as tarefas em quadra e as disciplinas dos livros em segundo plano. “Se na escola a gente não tem como vivenciar um salto em altura, arranjamos um jeito”, explica. “Os alunos não tinham noção de como funcionavam algumas modalidades e se empolgaram.”

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A finalidade, explica Veras, é “suprir a necessidade de materiais e espaço” para aplicar o conteúdo, previsto no livro, mas teve mais decorrências positivas. “O comportamento melhorou e percebi os alunos mais confiantes.”

No Colégio Maxwell, instituição escola particular da zona norte de São Paulo, o educador Marcos Neves igualmente tira vantagem da intimidade dos estudantes com videogames para estudar modalidades que vão de futebol de rua à capoeira.

Os benefícios, conforme ele, vão muito além do aprendizado. “Alunos que antes se recusavam a participar das dinâmicas de exercícios físicos, usaram os jogos, mostraram-se mais sociáveis”, observa.

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Na escola municipal Raimundo Correia, em São Miguel, na zona leste paulistana, o tae-kwon-do foi a chave de entrada dos videogames nas aulas do instrutor Jorge Júnior. Praticante da arte marcial, ele deu início a uma recreação cuja modalidade eram lutas.  ”Até alunos que não participavam das atividades mostraram maior interesse”, nota. “É algo da cultura juvenil e se a escola exclui essas tecnologias, fica mais distante dos alunos.”

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