Vendas de roupas e sapatos pela internet estão cada vez maiores

Segundo um levantamento da WebShoppers realizado pela consultoria e-Bit, revela que o comércio de moda e acessórios pela internet saltou do 26° posição em…

Em 2011 o varejo de moda a acessórios passou a representar 7% do total comercializado pela internet.

Segundo um levantamento da WebShoppers realizado pela consultoria e-Bit, revela que o comércio de moda e acessórios pela internet saltou do 26° posição em 2007 para o quarto lugar entre os segmentos que mais comercializam em todo varejo eletrônico do Brasil. O varejistas online nunca revenderam tanto, e esperam que este ano seja ainda melhor!

A seção possui todas as chances de ser a líder de vendas online. Em 2011 o varejo de moda a acessórios superou a venda de livros no comércio eletrônico e passou a representar 7% do total comercializado pela internet, que foi de R$ 18,7 bilhões.

Padronização

A padronização dos tamanhos é tão importante quanto a exposição dos produtos no site.

A uniformização dos tamanhos, foi a principal responsável pela aquisição de confiabilidade entre os consumidores virtuais. Lojas como a Marisa, por exemplo, possui um programa de medidas virtual, em que a pessoa pode avaliar o seu corpo e receber sugestões do tamanho ideal para o seu tipo de corpo.

Já no mercado de tênis, os formatos são mundiais, o que facilita na venda. A uniformização dos tamanhos é tão importante quanto a exposição dos produtos no site. As “vitrines online” igualmente anda alterando seu formato.  “Os fornecedores não trabalhavam bem as fotos de seus produtos, agora estão começando a tratar isso como uma obrigação”,  consultor e fundador da CookieWeb, Natan Sztamfater.

Além do investimento no tipo de pagamento, as companhias ainda estão arriscando na segmentação. As diversas marcas contidas no mundo fashion admitem que as lojas online escolham trabalhar em nichos de mercado. “Acho que há espaço no mercado para montar multimarcas com conceito”, afirma Pierre-Emmanuel Joffre, sócio-fundador do clube de compras Coquelux,

A particularização do mercado auxilia ainda o consumidor, que tende a optar por lojas em comercializam marcas que eles já conhecem.“As grandes lojas online atraíram muitos clientes em cima de preço, com valores muitas vezes insustentáveis. Elas abriram um mundo novo no Brasil, da compra pela internet, mas agora estão perdendo espaço para as lojas especializadas”, diz

Camisetas e sutiãs

A setorização não necessariamente precisa ocorrer apenas por marcas conhecidas, ela pode incluir diversos tipos de roupas.

“Anteriormente, o brasileiro comprava a linha branca, livros e CDs. Essa não é mais a realidade das vendas virtuais, elas estão segmentadas e é possível encontrar praticamente de tudo”, diz Bueno, da Netshoes.

A setorização não necessariamente precisa ocorrer apenas por marcas conhecidas, ela pode incluir diversos tipos de roupas. A  Marcyn, por exemplo, possui apenas a loja virtual para suas vendas. O fato de a loja ter centralizado em somente um tipo de produto, foi mais importante para seu desenvolvimento que as marcas escolhidas, afirma o gerente de marketing da loja, Rafael Bluvol.

Tanto Joffre quanto Bluvol, ressaltam que um dos principais obstáculos a ser vencido para a consolidação do mercado de moda virtual é a logística. A demora da entrega de alguns produtos e a falta de profissionais experientes em comércio eletrônicos são os dois fatores que mais prejudicam as vendas.  “Se você precisa de alguém, não irá encontrar, terá de tirar o profissional de algum outro lugar, o que torna o custo muito elevado”, afirma o gerente da Marcyn.

No entanto, ainda assim, as perspectivas  são boas. Ciente do que já ocorre no mercado internacional, em que o setor possui uma participação expressiva no total de compras online, Bluvol pretende ser o terceiro que mais comercializa virtualmente no ano seguinte.

“Em shoppings, quase 95% das lojas são voltadas para a venda de moda e acessórios. A tendência é que o setor domine também a internet”, diz o consultor Natan Sztamfater.


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